Quando a imagem vale mais que a escrita

Em geral, prefiro o próprio livro do que sua adaptação para o cinema. O livro traz nuances difíceis de serem traduzidas em imagens, principalmente os pensamentos dos personagens ou detalhes mais propícios de serem saboreados nas páginas do livro do que numa rápida imagem na tela.

Uma exceção é o filme “O despertar de uma paixão”, com Edward Norton e Naomi Watts. Não li a obra no qual ele é baseado – “The painted veil”, de Somerset Maugham – mas ainda assim afirmo que o filme é melhor do que o livro.

Essa afirmação não parte do fato do filme ter o sempre incrível Edward Norton (o que não deixa de ser um fator). O principal atrativo do fime são as paisagens estonteantes no interior da China. A fotografia é imbatível. Linda, linda, linda. E como o cenário é um dos principais ingredientes da trama, não consigo imaginar que o livro possa superar o filme. A minha imaginação com certeza não superaria a fotografia do filme…

Em 1925, o bacteriologista Walter casa-se com Kitty, uma moça mimada que vê o enlace como um modo de se ver livre de sua família. Sendo o marido muito contido e aparentemente desinteressado, Kitty tem um caso. Walter descobre a traição e, como punição, oferece duas alternativas: divórcio no qual ela se declarará adúltera ou acompanhá-lo ao interior da China, onde ele cuidará de um vilarejo com surto de cólera. E lá vai o casal europeu para o meio do nada, com todas as dificuldades e descobertas que isso trará.

Um dos meus filmes preferidos.

 

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