“Memórias de uma gueixa”

Tenho verdadeira fascinação pelo Oriente. O modo de viver, as roupas, a relação com a comida, a rígida hierarquia, as crenças, o respeito pelos mais velhos, o simbolismo…

Não sei de onde veio essa paixão. Meu pai gosta de brincar que eu tenho uma gêmea chinesa ou japonesa – que eu ainda não conheço – por isso minha curiosidade com o assunto.

No meu aniversário de 18 anos, uma das minhas melhores amigas me presenteou com o que seria a primeira de muitas histórias orientais por vir. Adolescente que era, não tinha plena consciência desse meu encanto com os países “do outro lado do mundo”. Mas minha amiga, talvez munida por um lampejo de clarividência, me deu “Memórias de uma gueixa” e eu descobri o quanto eu me sentia atraída pela cultura e costumes orientais.

Arthur Golden nos conta a história de Sayuri, uma japonesinha pobre, que é vendida pela família para uma “escola de gueixas”. Lá cresce e vai sendo educada para se tornar uma famosa gueixa, após o “leilão” de sua virgindade.

O relato minucioso e envolvente da criação que Sayuri recebe no Japão pré e pós II Guerra Mundial é o ponto alto do livro. O autor entrevistou uma famosa gueixa, para assim conferir credibilidade à descrição da cultura, tradições e valores da sociedade da época. Além disso, é demonstrado que as gueixas não eram prostitutas, mas sim artistas. E que esse estilo de vida era uma saída, ainda que não ortodoxa, para uma vida de repressão aos integrantes do sexo feminino.

Livro do coração.

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