Eu duvido, eu escolho, eu acredito

Não sou especialmente religiosa. Fiz primeira comunhão, acredito na bondade, observo os feriados católicos. Porém, não vou na missa, sei pouquíssimas histórias da Bíblia, me irrito com certos dogmas cristãos…

Muitas vezes me pergunto se Deus existe ou se é uma mera criação intelectual da Humanidade para não nos sentirmos tão sozinhos, tão perdidos, tão jogados ao acaso.

Se não existe um “Além”, para que existimos? Quando morrermos nada mais há? Por que vale a pena ser bom? Será que rezando podemos alterar o curso do destino? Alguém olha por nós ou estamos entregues ao curso do mundo natural?

São dúvidas que eu tenho, no eterno embate entre o ser racional/científico e o ser moral que habitam em mim.

No momento de perda de alguém querido, a religião faz sentido. É uma ideia quase insuportável conceber que a morte é o fim. Por outro lado, se você acredita que depois do fim da vida terrena, poderemos encontrar aqueles que se foram, a aceitação da morte fica um pouquinho mais fácil. Se você acredita que aquele que nos deixou está num “lugar melhor”, você encontra um pouco de paz, pois, no fundo, a gente só quer que as pessoas amadas estejam bem, seja onde for.

E que exista a chance de abraçá-los novamente.

As minhas dúvidas sobre a existência de um ser divino provavelmente ainda me atormentarão por um bom tempo. Mas, neste momento, eu escolho acreditar na continuidade da vida. E na chance de um reencontro.

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