“Um grito de amor do centro do mundo”

Neste romance japonês de tremendo sucesso em seu país natal, conhecemos Aki e Sakutarô, que viram melhores amigos na 6a série. A amizade transforma-se em amor nos próximos anos. Só que a precoce morte de Aki interrompe o que poderia ser um longo e feliz relacionamento.

A narrativa de Kyoichi Katayama tem toques poéticos e obedece a um ritmo diferente da maioria dos livros ocidentais. Ainda assim, houve momentos em que eu achei que o tom se tornou meloso demais. Talvez seja trauma de histórias de amor trágicas depois de ter sido obrigada a ler “Amor de perdição”, de Camilo Castelo Branco na escola ou talvez não tenha sido a melhor escolha para o presente momento…

De repente, tive uma horrível certeza. Por mais que minha vida fosse longa, eu não seria tão feliz como agora. A única coisa que eu poderia fazer era preservar essa felicidade com cuidado. Senti medo de estar tão feliz. Se a quantidade de felicidade era determinada para cada pessoa, naquele momento eu talvez estivesse esbanjando a felicidade de uma vida inteira. Algum dia os emissários da Lua acabariam por levá-la. Depois, só me restaria um tempo eterno, como o de um imortal.” (Pág. 25)

(foto por Júlia)

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