Amigo que…

Amiga desde a barriga. Amiga com que analiso as pessoas e com quem decidi que só nós somos normais. Amiga que foi comigo em todo programa-mico que eu arrumei. Amiga com que eu discutia – e ainda discuto – seriados de tv com toda a seriedade que o assunto requer. Amiga que suportou uma noite inteira de soluços e não deixou de ser minha companheira de muitos e muitos outros programas. Amigo que me levou nas baladas mais doidas da minha vida.

Amiga de quem eu morria de medo e agora tenho muito em comum. Amigo que me gravou montes e montes de cds durante nossas tardes de conversar sobre o nada.  Amiga que virou vizinha. Amiga que escreve em hieroglifo de menina superpoderosa. Amiga que nunca perde a energia. Amiga que sempre me deixa de bom humor quando encontro. Amiga coração de ouro. Amigo que só faz trapalhadas. Amiga que ameniza essas trapalhadas.

Amiga cuja serenidade eu invejo. Amiga com quem gosto de reclamar da vida e depois falar de coisas boas.  Amigo que fazia os desenhos mais incríveis. Amigo com quem tento parecer muito adulta. Amiga que uma pós uniu. Amiga com quem eu não tenho nada a ver e a gente se adora mesmo assim, para sempre. Amiga que largava o amigo imaginário para brincar comigo. Amigo que se diz um vovô, mas que tem vitalidade de adolescente.

Amiga que é mais nova, mas que me ensina muitas coisas. Amiga que sempre está com os outfits mais charmosos.  Amiga que é muito fofa. Amiga cujas conquistas eu admiro. Amiga que foi minha primeira amiga e se foi muito cedo. Amigo que inventou um apelido para mim, mesmo eu sendo velha para isso. Amigo que usava botina. Amiga que ensinou a importância do cara ter “a pegada“. Prima da amiga que virou amiga.

Amigos que se rebelaram contra um menino espanhol que me fez chorar.  Amigas que normalmente não seriam minhas amigas, mas que a turma reuniu e me fazem ver outros modos de viver. Amigo que quebrou o prato da coleção da minha mãe. Amiga que sempre tem um caso novo para contar. Amiga que eu segurei a mão quando fez uma tatoo. Cunhadas que são amigas. Amigas que são amigas da minha mãe, mas também são minhas amigas.

Amiga que me escrevia milhares de bilhetes incríveis na adolescência. Amiga que morava na minha rua. Amigos que agem como se fossem meus irmãos. Amigos que tiveram momentos preciosos em algum momento da minha vida. Amiga cujas barreiras do profissionalismo não impediu de virar amiga. Casal que é amigo. Amiga que tinha a casa da Barbie de 2 andares. Amiga que é amiga do irmão, mas também minha.

 Namorado que virou amigo+marido+namorado.
Amiga que também é mãe.
Amigo que também é pai.
Amigo que também é irmão.

Amiga e amigo que ainda não conheço, mas que teremos muito em comum.

16 comentários

  1. Eu sei que não quebrei prato da sua mãe pq até agora, graças a deus, nunca quebrei nada na casa de alguem rsrsrs.
    Chorei tb – achei lindo e nostalgico! me achei tb no texto, obrigada pela lembrança e ao menos aqui, não tá em hieroglifo rs.
    Sabe que tá no meu coração!!!
    bjo gde

  2. Juliete, acho que eu sou o primeiro amigO a postar algo aqui. Vc alem de minha amiga é minha idala quando escreve. E dessa vez vc escreveu muito bonito. E tbm muito engraçado. Eu fiquei imaginando quem seria quem. Se é q eu não me confundi!!!!!!! Gostei bastante. Bjs pai amigo

  3. Ju, adorei!!! A minha frase seria “péssima amiga, mas é minha amiga mesmo assim” heheheh
    Acho que me encontrei aí nos vários amigos. Adorei! Beijos, Ju

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