O iletrado e a velhinha culta

“Minhas tardes com Margueritte” tinha tudo para cair no melodrama. Ainda bem que o diretor soube conduzir com cuidados os excelentes atores (Gerard Depardieu e Gisele Casadesus) e nos presenteia com essa delicada e comovente película francesa.

Na praça da cidade, com a companhia de pombos, Germain conhece Margueritte. O primeiro, um sujeito semi-analfabeto, desprezado pela mãe e que vive de bicos. A segunda, uma simpática senhorinha de mais de 90 anos, culta, residente de um asilo, sem marido ou filhos. Essa improvável dupla começa uma amizade e a leitura mostra como pode ser salvadora.

206692São os livros que salvam Margueritte de um amargo fim de vida, preenchendo suas tardes com envolventes histórias, ao passo que são os mesmos livros que salvam Germain de sua vida bruta. Com os livros apresentados por Margueritte, ele não somente encontra um objetivo na vida (aprender a ler corretamente), como constrói uma relação carinhosa e de respeito.

Os livros, então, não servem para isolar quem os lê, mas, pelo contrário, para unir aqueles que se dispõem a mergulhar nas suas histórias.

 

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