O quanto de privacidade?

Muito da graça dos romances ingleses ambientados nos séculos passados, como as obras de Jane Austen e mais recentemente o seriado de tv “Downton Abbey“, vem do sofrimento e chances perdidas que a falta de habilidade de expor os sentimentos causam.

Ah, mas se tão somente ela contasse para ele que também o ama! Ah, mas se ele deixasse de querer ser tão nobre e revelasse suas falhas, os mal-entendidos desapareceriam! Ah, mas se…  pensamos nós, habitantes do século XXI, que tanto colocamos (ou pensamos colocar) nossos sentimentos às claras.

As paixões contidas, a rivalidade velada, o ressentimento camuflado, todos são elementos insubstituíveis das décadas anteriores. E que agora, com essa exposição cotidiana da intimidade, parece ser de um passado muito, mas muito longínquo.

O que é o certo? Não expor seus reais sentimentos, mantendo sempre a postura serena, austera e nobre ou escancarar tudo o que você pensa, acredita, sente, para toda e qualquer pessoa ouvir/ler?

Será que um dia a humanidade encontrará um meio-termo? Será que nossa era de facebook, twitter e afins só é uma reação pendular ao anterior estado de sufoco da expressão individual?

E lá vou eu postar meus questionamentos pessoais no blog, no facebook, no twitter

 

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