Filme mudo no ano 2011

O protagonista do filme “O artista”, George Valentin, é um galã de Hollywood dos filmes mudos, no fim da década de 20. Goza de inigualável prestígio e um ego do mesmo tamanho que seu sucesso. Com a criação dos filmes falados, sua carreira entra em franco declínio enquanto Peppy, que antes era mera coadjuvante, passa a ser a nova queridinha dos estúdios e do público. Peppy tenta ajudar Valentin, cujo orgulho só o faz se aproximar do fundo do poço.

Havia tanto zunzunzun em torno do filme mudo “O artista”, que era de se esperar algo que me faria sair deslumbrada do cinema.

Não é para tanto…

Eu reconheço que é um grande feito reproduzir um filme mudo após mais de 70 anos de seu declínio, com todos as suas características: interpretações exageradas, música como elemento indispensável para criar tensão, atores charmosos. E não só isso: atrair milhares de pessoas e ainda por cima conquistar a crítica.

Ainda assim, não foi um filme que me marcou. No cinema mudo, sou da opinião que Chaplin continua atual nos dias de hoje, as passo que os demais são exemplos de sua época (ainda que eu não conheça tanto assim de cinema mudo para ter 100% de certeza dessa minha afirmação). E “o artista” cairia nessa segunda categoria.

Talvez o problema seja  – como sói acontecer – a grande expectativa que gerei em torno do filme.

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