“Kyoto”

Kyoto foi uma importante cidade imperial japonesa que viu as lojas de comércio tradicionais falirem devido à ocidentalização do país. O resgate das tradições é entendido por alguns como uma tarefa de vida, para que não se perca a história do Japão.

Não sou estudiosa da obra do ganhador do prêmio Nobel Yasunari Kawabata para afirmar categoricamente, mas ao ler “Kyoto” tive a sensação de que mais do que retratar a derrocada de costumes antigos, o autor procura resguardar a memória do que já foi a cidade. As palavras impressas permanecem na mente daqueles que as leram e estão disponíveis a qualquer um que as procure.

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

O livro narra o encontro movido pelo acaso de duas gêmes, separadas no nascimento. Chieko é a filha adotiva de um comerciante de quimono e sua esposa. Já Naeko leva uma vida bem mais sofrida. Ao se conhecerem, iniciam uma lenta aproximação.

A história é desenvolvida a passos bem lentos, pelo menos aos olhos ocidentais. O que me encantou foi a descrição do ofício de criação da estampa dos quimonos, a diversidade de significados de cada detalhe (cor, estilo do desenho, símbolos, etc) e a complexidade da produção. Uma lição de requinte e paciência.

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