“O Tao do Pooh”

É normal quando se está amadurecendo questionar a religião na qual você foi criada e querer conhecer outras formas de se expressar a fé e conduzir a vida espiritual. Durante alguns momentos da minha adolescência, senti curiosidade em relação ao budismo, taoísmo e outras religiões orientais. Então buscava livros que trouxessem princípios básicos, sem pregação.

Após essas leituras, compreendi que dificilmente mudaria a crença (ou descrença…) na parte histórica da religião na qual fui educada e seus ritos, o que não me impedia, por outro lado, de adotar conceitos que me pareciam corretos ou desejáveis do ponto de vista de filosofia de vida.

O Tao do Pooh

Foto por Júlia A. O.

Um desses livros foi o “Tao do Pooh”, de Benjamim Hoff, que funciona como uma introdução ao pensamento taoísta. A linguagem do livro me soou quase que irritantemente ingênua e simples. Só que foi justamente esta simplicidade e “descomplicação” no viver que me fez enxergar o tanto de energia que eu gastava preocupando-me em excesso.

Não que eu tenha perdido minha característica ansiedade (ai de mim!), mas permiti-me, por um tempo, praticar o princípio do deixar acontecer. E depois meu comportamento já enraizado de me “pré-ocupar” voltou…

Talvez todos nós, da turma dos ansiosos, devêssemos ler este livrinho a cada dois anos. Ou a cada seis meses. Ou toda semana.

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