“The pleasures of men”

Empolgada com o tema do Desafio Literário de março, seguir no tema de serial killers não me pareceu complicado. No entanto, a tarefa foi, sim, difícil. Difícil para obter o livro (“The pleasuses of men” foi comprado na Amazon-UK e trazido da Inglaterra por uma amiga) e difícil para lê-lo.

Estou acostumada a ler em inglês e ainda assim sofri um pouco. A língua não foi o pior entrave. Complexa mesma era a mente da personagem principal. As descrições e referências sem fim da pobreza e imundice da cidade de Londres de 1840 tampouco ajudaram.

the pelasures of men

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Catherine Sorgeiul, orfã de 19 anos, é acolhida por seu tio no bairro de Spitafilelds, em Londres. Os anos 1840s sofreram com declínio econômico e degradação social. Catherine tem problemas de convívio social e pouco sai de casa. Conta com uma imaginação fértil e conhece pouco sobre os negócios escusos do tio.

Neste cenário, seguidas mortes de jovens de baixa renda começam a alarmar a população. O assassino arruma o cabelo das moças em uma trança e rasga seus peitos, deixando o coração quase à mostra. É chamado pela imprensa de “Man of Crows” (“homem dos corvos”). A srta. Sorgeiul, atraída pela maldade das mortes, e como forma de expulsar seus próprios demônios do passado, resolve desvendar a identidade do homicida.

A leitura me deixava enjoada e confusa. Um sinal de que é um livro bem escrito, mas também de que eu não estava gostando da história e queria que logo acabasse (o que não foi tão logo assim, já que o livro conta com 390 páginas).

O melhor do livro de Kate Williams foi a nota histórica ao final. Nela, a autora informa que os assassinatos em série eram vistos pela sociedade inglesa como atos de gangues. Somente na metade do século 19, por influência da literatura, em especial de Arthur Conan Doyle (autor de Sherlock Holmes) e Robert Louis Stevenson (autor de Dr. Jekyll and Mr. Hyde) é que se tornou compreensível a noção de mortes repetidas por uma só pessoa, como no famoso caso de Jack, o estripador.

PS2: Consegui ler um segundo livro para o DL 2012 de março!

DESAFIO LITERÁRIO 2012

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2 comentários

  1. Olha só, e não fui só eu que encarei um verdadeiro desafio…
    Eu gosto muito das pesquisas dos autores,bem interessante o que vc ressaltou sobre os dizeres da autora, nem imaginava isso. Li em algum lugar que também durante o período da guerra fria, alguns países da União soviética consideravam que “serial killer” era um distúrbio americano derivado do capitalismo, e por isso, muitos assassinos não foram pegos por lá mesmo depois de várias mortes seriais.
    Eu gostei muito desse mês, pronta para o autor oriental? 😉
    bjs!

    1. Oi, Carla!
      Eu adorei o desafio deste mês e também vou adorar o de abril, porque sou louca por histórias do Oriente. E vc?
      Quanto ao fato dos países comunistas entenderem a figura do serial killer como distúrbio capitalista, no livro “Criança 44” o autor fala sobre isso. Que é distúrbio, é, mas independe do regime econômico e político…
      bj

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