Entrevista com o autor – Edison Veiga

Edison Veiga, nosso segundo convidado do “Entrevista com o autor“, já publicou ao menos três livros. O último, “Mingutas” conta a saga dos tais dos mingutas, “as mais estranhas criaturas que já habitaram minha cabeça e minha estante“.

O humor do livro continua na entrevista abaixo…

Você sempre pensou em escrever um livro ou a ideia veio e você teve que escrever?

Difícil responder. Sempre quis publicar livros, acho que desde pequeno. O primeiro saiu quando eu tinha apenas 15 anos, era de poemas, poemas muito imaturos, por sinal. Chama-se Enigma. Eu ainda morava em Taquarituba, minha cidade natal.

O segundo, Essa Tal Proclamação da República, de 2008, um livro que conta de forma bem-humorada esse episódio histórico brasileiro, já saiu de forma mais caprichada, editora de respeito, etc.

Mingutas, o romance lançado ano passado, começou a ser escrito ainda em 2003, quando eu estava no segundo ano de jornalismo. Foram várias versões, muita insatisfação minha, até chegar na forma atual, final. Tá aí, já não é mais meu, é de quem ler.

Por quanto tempo você escreveu sua história? Era uma atividade diária ou dependia da inspiração?

Mingutas começou a ser escrito em 2003. Mais ou menos uma vez por ano eu mexia nele, de forma intensa, por um mês, mais ou menos. Não acredito muito nesse negócio de inspiração. É escrever, é ir tentando encaixar as palavras, é concatenar a história mesmo. Ainda que não haja história ou que ela nem seja a coisa mais importante.

Depois de escrever “Mingutas”, surgiram ideias para novos livros?

Acredite: é muito raro o dia em que eu não tenho uma ideia para algum livro. Infelizmente, nem toda ideia é boa. E também não haveria tempo para viabilizar tudo isso.

Qual a sensação de ver sua história na prateleria de uma livraria?

Uma sensação de desapego. De: “vai, livro! ser gauche na vida”. (Parafraseando Drummond, é claro.) Mas é isso: o livro saiu, agora não é mais meu, é de quem ler, de quem quiser se divertir com ele tanto quanto eu me diverti o escrevendo.

Os personagens de “Mingutas” ainda te visitam ou tudo o que você queria falar sobre eles está no livro?

Deus me livre! Que eles continuem aprontando, é o que mais desejo. Mas bem longe de mim!

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