“O Palácio de inverno”

A dica da Maíra foi certeira para o desafio literário de maio: romances históricos.

O palácio de inverno

Foto por Júlia A. O.

Em “O palácio de inverno”, Jonh Boyne não abandona sua fórmula consagrada: colocar um menino fictício no meio de algum importante acontecimento real. Neste livro, quem ganha a vez é Geórgui Jachmenev, rapaz de 16 anos, morador de uma pobre vila russa, que vê sua vida alterada ao salvar de um atentado o grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar Nicolau II.

Seu ato de bravura o coloca no palácio imperial, como guarda-costas do pequeno Alexei, o próximo na linha de sucessão. Não somente passa a transitar em ambientes de extremo luxo – ainda que não desfrute das riquezas –  como tem a ousadia de se apaixonar por Anastácia, uma das filhas do czar.

Sua nova vida é completamente atravessada pela revolução bolchevique, que toma o poder e expulsa o czar e sua família. Os atos de Geórgui, a partir daí,  não afetam somente a ele e o livro segue suas próximas décadas de vida.

É um bom livro. Os trechos ambientados nos últimos anos do czarismo russo são especialmente interessantes. O que fez eu não amar o livro é a sequência de eventos trágicos. Para milhares de fãs, são os momentos comoventes do livro. Para mim, são momentos que, ao invés de enternecer, davam-me uma pontinha de birra dos personagens.

Se me perguntarem se é um livro que eu indicaria, eu diria sim. Mas não vai para a listinha dos top 10 do ano.

desafio literario 2012

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7 comentários

  1. Também li esse livro para o desafio desse mês e tenho que concordar com você, ele tem tragédia demais. Isso não chegou a me incomodar tanto, mas fica parecendo meio forçado.

    Beijos

  2. Não sabia desse livro do John Boyne. Gostei muito de O menino de pijama listrado, inclusive do filme. Você viu? É uma boa adaptação.
    bjo

  3. Eu li o livro, e é um dos meus preferidos, até pq se trata dos Romanov. Mas acredito que não teria como fugir das tragédias, pois a historia real é trágica, por mais que a historia do autor alterna-se entre ficção e realidade, se fugisse muito do que a historia foi, não teria um resultado tão bom no final, pois assim o livro se torna mais real, e pra mim é o que mais dá charme no livro, os fatos verídicos encaixados perfeitamente com o ficcional.

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