Temos Papa. Ou não?

“Habemus Papam” é um filme italiano que se inicia com uma sequencia provocadora. Imaginemos que o colégio de Cardeais escolhe o novo Papa. Ele aceita o mais alto cargo da Igreja Católica. Porém, no momento de ser apresentado ao mundo, no balcão da Basílica de São Pedro, ele “trava”. Não se apresenta. E as milhões de pessoas esperando para saber o nome do novo Papa são contempladas com uma varanda vazia.

Habemus papamPara resolver o dilema nunca antes experimentado pelos dirigentes católicos, o excelente relações-públicas do Vaticano tenta o auxílio de um médico, de um psicanalista e, por fim, de métodos não-ortodoxos. Enquanto o novo Papa não supera sua crise existencial, os demais Cardeais ficam reclusos no Vaticano. O que fazer com tanto tempo livre? E como convencer o líder eclesiástico a assumir seu papel perante os fiéis, que desesperadamente aguardam um pronunciamento de seu novo líder?

Muitos críticos consideram o filme como comédia. Eu diria que está mais para drama. Pelo menos foi como eu me senti. Há, sim, cenas engraçadas, mas no geral eu senti tristeza pela incapacidade do cardeal Melville de lidar como que o destino lhe propôs e com a crise gerada por seu surto.

Um filme inteligente e bem-executado. Um final surpreendente.

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3 comentários

  1. O diretor/ator italiano Nani Moretti tem sempre algo importante e inteligente a dizer em seus filmes. Às vezes são bastante tristes e sombrias, mas nunca óbvias.

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