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Ou melhor, relendo dois bons parágrafos:

“Mas a descrição que para mim melhor captura a experiência ferroviária inglesa está na evocação da cidade feita por Ford Madox Ford, em seu primeiro livro de sucesso, A Calma de Londres, publicado faz cem anos. Olhando pela janela do trem, Ford descreve como o silênci relativo de quem anda de trem e a visão do mundo mudo e agitado lá fora induz à melancolia. “A gente fica por trás do vidro, como se apreciasse a quietude de um museu; não ouve a algazarra das ruas nem os gritos das crianças“. E sua observação mais perspicaz, que para mim valeu de Londres a Tóquio: “Vemos também inúmeros fragmentos incompletos de vida“.

(…) E “a constante sucessão de ações muito menores que vemos e que nunca acompanhamos até o final confere ao ato de olhar pela janela do trem um toque de tristeza e de insatisfação. Tem a ver com um sentimento profundamente embutido nos seres humanos: querer saber o final da história“.”

(“Trem fantasma para a estrela do oriente”, Paul Theroux, Ed. Objetiva, pág 22)

Querer saber o final da história… eu sempre quero saber!

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