“O assassino cego”

Comecei a leitura enganada. Pensei se tratar de um livro policial (como falei na lista de desejos de setembro). Não era. Era ainda melhor.

o assassino cego

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

“O assassino cego”, de Margaret Atwood, pode soar confuso no começo. São três histórias que se alternam. Você sabe que se referem ao mesmo grupo de pessoas, mas como a ordem cronológica não é seguida, você pode ter um pouco de dificuldade de acompanhar. Depois que se acostuma com isso, a leitura flui e a curiosidade cresce.

O livro começa com Iris recebendo a notícia de que sua irmã menor, Laura, sofreu um acidente de carro. Mais uma tragédia na longa lista que a família Chase coleciona. No meio da saga familiar, surgem recortes de jornais, contando sobre algum evento histórico ou social importante.

A segunda história é sobre um casal de amantes sem nome, que, obviamente, você tenta descobrir quem são. E, como se não bastasse, há uma “história dentro da história”, que é aquela que o amante sem nome inventa em cada encontro, uma história de ficção científica.

A intrincada rede narrativa ganhou merecidamente o Booker Prize e te deixa envolvido com o destino das duas irmãs.

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