“O estrangeiro”

Quando eu era mais nova, por conselho da minha mãe, li “O estrangeiro”, de Albert Camus. Primeiramente, senti-me muito adulta lendo um livro de um autor Nobel de literatura. Depois percebi que não bastava eu me sentir assim tão “sabida”… Que precisava me desamarrar da noção de diversão ao ler. Que era um livro sério e com um ideiais peculiares de um determinado movimento artístico.

Um dos mais famosos livros de Camus, “O estrangeiro” centra-se no julgamento de Mersault. Ele havia assassinado um colega árabe. No entanto, o verdadeiro horror que as pessoas sentiam em relação a ele era o fato do mesmo não ter se comovido com o funeral de sua mãe, pouco antes do homicídio. O que a sociedade não aceitava era a misantropia (aversão à humanidade).

Não havia meios de surgir qualquer empatia da minha parte em relação ao protagonista. Que homem mais inconsequente, desapegado, insensível! Ainda assim, forcei-me a ler o livro com atenção e paciência em relação ao que é diferente. No final da leitura, compreendi que mesmo não sendo um livro de entretenimento, tive uma experiência valiosa a sair da zona de conforto e conhecer outro modo de pensar, mesmo que dele não comungue.

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