“Fantasma”

Com quase 80 anos, Luiz Alfredo Garcia-Roza não perdeu a mão. A nova aventura do delegado carioca Espinosa é interessante como os demais livros da série, ainda que não seja o mais “top”. Eu prefiro os que tem final mais dúbio, que não é o caso deste.

Os personagens da vez são sem-teto. Princesa, que vive na rua e mal se locomove devido a seu excessivo peso, pode ter presenciado um homicídio a poucos metros de onde dorme. Na falta de outras testemunhas ou pistas, Espinosa tem que se fiar nas histórias dela, que misturam realidade e fantasia. Também compõe o cenário Isaías, rapaz que toma conta de uma obra abandonada e tem adoração por Princesa.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

A graça de toda história é o método pouco ortodoxo pelo qual Espinosa investiga e pelos novos elementos que surgem e deixam o leitor confuso. Para mim, um bom policial tem que ter surpresa. Não aquela mirabolante, do tipo “de onde veio isto?”, e sim a que foi precedida de pequenas pistas.

Quer uma leitura rápida e que prenda a atenção para uma viagem? “Fantasma” atende à proposta.

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2 comentários

  1. Você disse tudo: “um bom policial tem que ter surpresa. Não aquela mirabolante, do tipo “de onde veio isto?”, e sim a que foi precedida de pequenas pistas”. Preciso ler algo desse autor urgentemente!
    bjo

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