“A invenção da solidão”

Eu era louca para ler algo de Paul Auster; a oportunidade é que sempre me escapava. Até minha super amiga Yoon me presentear com “A invenção de solidão”, com uma linda capa da edição de aniversário norte-americana.

A obra é composta de duas partes: “Retrato de um home invisível”, em que, a partir da notícia da morte de seu pai, Auster tenta compreender o homem e “O livro da memória”, na qual examina seu papel como pai de seu filho Daniel.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

A primeira parte é fabulosa. São parágrafos curtos, com lembranças, questionamentos, suposições, realizações sobre um pai distante, fechado, quase impossível de se conhecer. O que me tocou muito foram algumas observações sobre a morte, que me fizeram relembrar certos pensamentos que me assaltaram quando minha avó nos deixou. Contrariamente ao pai de Auster, minha vó era presente e nada contida, mas a morte tem a força de equiparar tantas coisas…

Já a segunda parte não me disse nada. Nem parecia que era o mesmo escritor. Como eu podia gostar tanto de metade do livro e não me importar com a segunda?

O livro funcionou como uma incrível introdução ao famoso escritor da literatura americana contemporânea. Mal posso esperar pela minha próxima oportunidade de reencontrar Paul Auster.

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