“O olho do tsar vermelho”

Depois da minha mãe e do meu pai encontrarem diversão no “O olho do tsar vermelho” (Ed. Record), de Sam Eastland, chegou minha vez.

A época do fim da dinastia dos Romanov na Rússia e tomada do poder pelos comunistas é um momento histórico rico tanto em fatos verdadeiros quanto em lendas. Durante muito tempo apareceram pessoas clamando ser algum dos Romanov que teria sobrevivido ao massacre, em especial a princesa Anastásia. Também não é de conhecimento público até os dias de hoje quem teria dado a ordem de execução da família real.

A história de “O olho do tsar vermelho” é ambientada nesse curioso momento. Petara foi o maior detetive da monarquia russa. Um profissional tão diferenciado que trabalhava exclusivamente para o czar Nicolau, recebendo a alcunha de “o olho de esmeralda”.

Com a revolução bolchevique, Petara caiu das alturas e acabou como prisioneiro isolado em terrasgeladas e longínquas. Depois de anos de isolamento, suas habilidades são requisitadas por Stalin, que quer encontrar o tesouro perdido dos últimos Romanov. É a chance de Petara ser livre – ou ser morto, se falhar.

O livro não ambiciona a grandes revelações históricas – é um livro puramente de diversão. E como diversão entretém belamente. Meu único porém é em relação à última página, já que não gostei do final dado. Talvez seja um final realista, mas me reservo o direito de ter imaginado algo diferente.

 Um livro que eu recomendaria para se dar de presente aos mais variados tipos de leitores.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

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5 comentários

  1. É um livro interessante até a metade. O personagem principal, inicialmente envolvente, termina como um detetive que não investiga nada. Todas as informações chegam a ele sem grandes esforços, todo mundo tem alguma pista para dar, todos o procuram para passar alguma informação (SPOILER até aquele indivíduo desaparecido vai de encontro a ele, poupando qualquer ação por parte do inspetor FIM DO SPOILER). Os capítulos que tratam do passado do Pekkala são os melhores. No mais, vale pelo contexto histórico. Abraço

    1. Concordo com você, Rômulo. Esperei muito para ler esse livro e estava cercada de expectativa, mas em nenhum momento o autor nos mostrou porque Pekkala era um investigador tão genial, não sabemos nada das investigações passadas dele e a que o livro mostra, como você relatou, foi pífia. E o final? Horrível!

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