Exposição – Polvo – Adriana Varejão

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Uma artista brasileira que descobri recentemente e que tem obras impressionantes é a Adriana Varejão. Não gosto de todo seu conjunto, mas há algumas realmente incríveis. A sua nova obra está neste patamar.

Em um espaço perdido numa rua nada atraente, está o Galpão Fortes Villaça. Lá estão expostas as caixas de tintas e os quadros que compõem “Polvo”. Inspirada em uma pesquisa do IBGE, Adriana Varejão há anos desenvolve as tintas que representam 33 tipos de cores com os quais os brasileiros se descreveram.

Explixo melhor: nesta pesquisa da década de 70, as pessoas foram perguntadas sobre qual seria sua cor. Sem o formato limitador de 5 opções (branco, negro, amarelo, vermelho e pardo), surgiram respostas criativas, como “cor firme”, “agalegada” e “meio-preta”. Intrigada com essa dificuldade de definição da cor e com a reduzida oferta de tintas “cor da pele”, Adriana desenvolveu suas próprias cores. Depois disso, em 33 retratos de si própria, fez intervenções de cores, com padrões indígenas.

O resultado não somente é bonito, como te faz questionar como é possível um povo tão miscigenado se enquadrar em somente 5 tipos de raças. Além disso, a exposição é curta e pode funcionar como o primeiro contato de uma criança (ou um bebê, como no nosso caso) com a arte.

Eu quase deixei de passar essa dica – a exposição só vai até metade de maio, então corram! Fica na Rua James Holland, 71, Barra Funda.

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