Estoniana em Paris

Solidão na velhice. Um tema por si só triste, mas que ganha contornos delicados em “Uma dama em Paris”.

Fonte site uol cinema

Fonte site uol cinema

Com a morte da mãe, a estoniana Anne aceita o trabalho de cuidadora de uma idosa em Paris. A senhora em questão, Frida, também é estoniana, mas há tantas décadas na França que não guarda nenhum costume de sua terra natal.
Contrastando com o sonho de conhecer a linda cidade, Anne encontra uma pessoa amargurada, deprimida, cruel em suas palavras. Ela se esforça para agradar à nova empregadora, sendo delicada, quieta, servil. Só recebe grosserias em troca.

Frida não quer ser cuidada. Aliás, Frida nao quer se aceitar como idosa. Ainda guarda a vaidade e os sentimentos amorosos de outrora. Só que seu ex-amante Stephan, muitíssimo mais novo, não mais a enxerga como antigamente. Ele lhe tem carinho, só não nos moldes que Frida gostaria.

Nessa composição de relações não usuais, encontramos um filme bem interpretado e que instiga o espectador a perceber que a dificuldade na equação do declínio do corpo não ser acompanhado pelo da mente.

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