“Das coisas esquecidas atrás da estante”

Na minha fase “secretamente queria ser amiga da Clarah Averbuck”, penei até encontrar seu livro “Das coisas esquecidas atrás da estante”.

Foto por Júlia Antunes Oliveira

Foto por Júlia Antunes Oliveira

Uma vez de posse do livro, demorei uns dias para começar a ler, com medo que a imagem de moça independente-inteligente-um pouco revoltada-gênio sofredor que eu tinha dela se desfizesse. A nossa imaginação sempre é mais fértil que a realidade, não é?

Com muitos respiros de alívio, a leitura manteve a experiência de ouvir a voz de Clarah na minha cabeça – ela escreve sem pretensão de ser culta, mas de um jeito que faz você sentir que está dialogando com uma amiga.

Agora, já adulta, imagino se gostaria do livro. Se todo aquele sofrimento em volta de amor, sexo, solidão, “qual é meu lugar no mundo?” faria sentido. Pois uma coisa é ser jovem e identificar-se com os questionamentos aparentemente intermináveis. Outra é ser finalmente adulta e segura de si. Talvez eu encarasse o livro com nostalgia.

Não sei.

Só sei que quando o li, no comecinho dos meus vinte anos, foi como encontrar uma amiga cool para uma noite de vinho e choramingos.

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