Contato humano x tecnologia

Essa semana fiz escolhas certeiras tanto no livro, quanto nos filmes. Viva!

Tem filme para todos os gostos. Hoje vou falar de “Ela”. Um baita filme.

Foto tirada do site qual e boa

Foto tirada do site qual e boa

O protagonista é um rapaz solitário, recém-divorciado e que conta com somente uma amiga. Sua profissão é escrever cartas poéticas como se fosse o contratante. Theodore (Joaquim Phoenix) adora tecnologia, como parece ser o caso da maior parte da população de Los Angeles, num futor próximo. E é nesse cenário que ele compra um sistema operacional de inteligência artificial, com a voz da Scarlet Johansson. O sistema é inteligente e consegue não só organizar a vida de seu “dono”, como mantém conversas como se fosse um amigo.

Como não se apaixonar por uma “pessoa” que te entende, não te julga, te faz rir, torna sua vida mais fácil, está disponível a qualquer hora, não te exige nada em troca? Ainda mais com a voz sexy da Scarlet? Theo não resiste e começa um relacionamento amoroso com o sistema operacional.

O filme, de lindas cores fortes, toca em questões muito atuais, como a relação do homem com a tecnologia e novas formas de amor, assim como não foge de questões universais, como a solidão. No começo do filme, fiquei boquiaberta com o fato de Theo se apaixonar por um programa de computador e ainda por cima contar para os outros.

Passado o choque, comecei a me indagar: será mesmo que estamos tão longe dessa situação? Não vemos um bando de gente que ama seu iphone, que morre de desespero quando ele quebra ou some, que prefere ficar mexendo em aplicativos ao invés de conversar olho a olho com uma pessoa real que está logo ali? Quantos amigos não param de prestar atenção no que você está falando para ver algo novo no instagram ou facebook? Que não consegue desgrudar da tecnologia nem nas férias?

E se a tecnologia avançar a um ponto de ser difícil a tarefa de separar o que é humano do que não é? Um amor por um ser de inteligência artificial é tão bizarro? E a solidão, o que vale para afastá-la?

Tantas e tantas questões passaram pela minha cabeça ao final desse filme divertido, tocante, melancólico, original, reflexivo e romântico.

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2 comentários

  1. Ju,
    Eu assisti esse filme e tive perguntas e sensações bem parecidas com as suas!!!
    Filme muito bem feito, ne!?
    E da um medinho de para onde estamos indo…
    Bjs

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