“Cordilheira”

O mundo parecia conspirar para eu ler “Cordilheira”, do Daniel Galera. Referências ao livro ou à coleção na qual ele está inserido (“Amores expressos”, da Cia. das Letras) pipocavam por aí. Melhor me render.

E valeu a pena?

Sim e não. Para tantas indicações que me fizeram decidir por fazer esse livro pular para o topo da imensa lista de leituras, não foi um amor para a vida. Está mais para uma paixonite de inverno.

Por outro lado, que refresco entrar em um mundo jovem e atual! Se eu ignorasse os arroubos de maluquice dos personagens, poderiam ser pessoas que cruzaram meu caminho. Além disso, a linguagem é moderna ao ponto de eu sentir que a história estava acontecendo agora mesmo.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Anita não sabe muito bem o que quer da vida aos trinta anos. Na verdade, ela quer ter um filho e ficar em casa. Suas ambições terminaram ao escrever um livro de sucesso anos atrás. A tentativa de suicídio de uma amiga e o rompimento com o namorado a levam a sair da inércia e viajar para Buenos Aires. A edição argentina de seu livro contará com uma festa de lançamento e a editora a convidou para participar. Até aí a história parece ser a das dificuldades sobre crescer, ser adulto, etc.

Na capital portenha, Anita se envolve com um argentino e seu grupo de amigos. E é nesse ponto que a história fica interessante: esse pessoal leva muito a sério a literatura. Ao ponto de misturar ficção e realidade em suas próprias vidas. Fiquei muito curiosa para ver aonde Daniel galera ia levar essa narrativa. E gostei bastante do resultado.

 

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5 comentários

  1. Li esse livro faz pouquíssimo tempo e tive o mesmo sentimento em que vc. Por um lado, não morri de amores, achei os personagens muito esquisitos. Por outro, não consegui largar o livro, li o tempo todo, fiquei ansiosa pra saber no que ia dar aquela maluquice toda.

    O Galera é um bom escritor.

  2. Concordo com sua definição de paixonite de inverno. Comigo também foi assim. Adorei a ambientação, o grupo de apaixonados por literatura e o final diferente, mas não entrou para minha lista de preferidos. Do Galera, li também “Até o dia em que o cão morreu” e gostei muito, viu?
    bjo

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