“O laço sagrado”

Olá, olá! Estou de volta depois de deliciosas férias!
O tanto que eu aproveitei meus dias de descanso é proporcional ao tanto que “O laço sagrado” me decepcionou.
Depois de ter AMADO de paixão “O assassino cego” e ter pensado sobre um futuro possível em “Oryx e Crake“, acreditei que ler Margaret Atwood seria uma escolha sempre certeira.

Não é.

(escorre uma lágrima)

surfacing  laço sagradoNo livro escrito no começo de sua carreira, Margaret narra a história confusa de uma moça que retorna a uma remota ilha no Canadá, em busca de seu pai desaparecido.Em sua companhia estão um casal de amigos recém-conhecidos e seu atual namorado. Pouco acontece. A ação se passa toda na cabeça da narradora que, aos poucos, vai perdendo a sanidade.

Ela quer rendeção. Não foi uma filha presente, mas ressente-se da falta dos pais mortos. Tampouco tem contato com o irmão, ainda que procure em suas memórias da infância a confirmação de um elo forte com ele. Teve uma infância diferente, em um estado quase naturalistíco, o que parecia não ter gostado, mas que agora quer retomar.

A escrita de Atwood é excelente. Só que essa história não o é. A personagem principal não me cativou. Sua crescente loucura criou um distancioamento cada vez maior entre eu e o livro. Até que eu não me importei em chegar ao fim.

Meu veredito: vou esperar um tempo até ler Margaret Atwood de novo. Porque a balança ainda pende muito favorável a ela e quero tirar da minha memória o gosto ruim da última leitura.

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