MYFrenchFilmFestival

Corram! Até o próximo dia 16/02 está disponível o site MyFrechFilmFestival, que te permite assistir pela internet 10 longas e 10 curta-metragens.

De início, alerto que a qualidade da imagem fica prejudicada pela lentidão da internet brasileira. Ainda assim, é talvez a chance única de conhecer algum dos títulos lá disponibilizados.

O primeiro que assisti foi “Respira”, dirigido pela charmosa atriz Mélanie Laurent (mais conhecida pelo filme “Bastardos Inglórios”). O título não podia ser melhor: a personagem principal tem problema de asma e o espectador também começa a sofrer um certo incômodo respiratório conforme o filme se aproxima do final. Charlie é uma adolescente em uma cidadezinha francesa que tem seu mundo revirado com a chegada de uma nova aluna, Sarah. Sarah é sensual, descolada, envolvente. Faz de Charlie sua melhor amiga, a envolve em jogos mentais sem que a ingênua Charlie perceba a arapuca na qual está caindo. Então Charlie descobre a verdade que Sarah tanto esconde e a linda amizade não é mais tão linda assim.

Meu problema com personagens adolescentes é que em geral eu quero torcê-los pelo pescoço. É prepotência, é falta de amor próprio, é a necessidade do grupo, é a paixão que cega, é a dificuldade de se impor ou a necessidade de se destacar a qualquer custo, é a aceitação de amizades tóxicas… Não que adultos estejam livres desses “perigos”, mas em geral a gente consegue superar a maior parte deles, ao passo que a vida dos adolescentes revolve em torno disso. E aí entra minha vontade de bater naqueles que são bacanas e se deixam levar por escolhas ou pessoas ruins.

Não vou dizer que adorei o filme, mas vou aplaudir a diretora por um final inesperado e que me deixou incomodada.

Num tom bem mais leve, “As moças”, de Mona Achache, é uma mistura “Sex and the city” com “Os homens são de marte…e e para lá que vou”. A história já batia da moça de trinta que se vê solteira, arruma um grupo novo de amigas para se divertir e conhece caras com validade de uma noite. Um repeteco do que já se viu por aí e ainda assim engraçado para quem se identifica ou reconhece uma amiga naquela situação.

Por fim, escolhi o curta “Shadow”, ambientado em Taipei, sobre um rapaz que trabalha com teatro de sombras e se apaixona por uma moça que vê passar na rua. O desenrolar da trama é bem maluco e não posso afirmar que tenha entendido a “moral” da história. Talvez não exista, seja somente uma ideia doida que o diretor Lorenzo Recio quis passar para a tela.

O curioso é que não importa a temática: nos filmes franceses se fuma MUITO.

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