Tema mal explorado

Já que não podíamos ir ao cinema, a Apple TV salvou o domingo a noite. Quer dizer, salvou mais ou menos, pois eu e meu marido fizemos uma escolha ruim: “O doador de memórias”.

doador memoriasMais um da atual leva de histórias de mundos distópicos, neste livro transformado em filme as memórias do passado foram apagadas e as emoções restritas. Sem esses dois componentes intrinsicamente humanos, a vida em sociedade tornou-se pacata e organizada. Sem fome, sem guerra, sem vaidade, sem maldade.

E também sem cor, sem amor, sem risadas de doer a barriga, sem lágrimas de felicidade – como vem a descobrir Jonas, o jovem escolhido para ser o próximo receptador de todas as memórias da humanidade. Afinal de contas, mesmos os anciãos que organizam a vida de todos precisam de um ou outro conselho vindo de quem tem a sabedoria de experiências passadas.

O tema é bem instigante e poderia ter sido muito bem explorado. Só que ao invés de permitir ao espectador a reflexão se vale a pena nos livrarmos das memórias (tristes e felizes) e das emoções (boas e ruins), o filme é uma aventurazinha adolescente beeeeem fraquinha.

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