34 coisas que eu aprendi – parte I

Inspirada por um dos melhores posts que li nos últimos tempos (leia aqui), decidi refletir sobre 34 coisas que eu aprendi nesses meus 34 anos.

Acho que o aprendizado tem muito de pessoal e muito de comum à idade. Minhas amigas da minha idade vão se identificar com muito do que eu falar. As leitoras de 24 pensarão “que coisa de velha” e as leitoras de 44 em diante pensarão “não sabe nada da vida”.

No fim, a lista é mais para diversão própria – e reflexão, por que não? – do que para pretender dar conselhos aos mais jovens, que podem até mesmo estarem mais escolados do que eu!

Para não ficar longo, essa minha compilação de pérolas do saber será dividida em 2 posts.

E vocês, que revelação de sabedoria podem compartilhar?

1 – Você vai pagar a língua. “Eu nunca” ou “Eu sempre” são expressões que voltam para te jogar na cara que a vida nem sempre é como você imaginou. Principalmente depois que você vira mãe, muitas verdades desmoronam e te mostram que tudo (ou quase tudo) depende de uma variedade de circunstâncias que você sequer tinha considerado. Ou que você tinha a pretensão de saber como seria e a realidade te mostrou que não é bem assim…

2 – Amizade pode não durar a vida inteira. E nem por isso é menos importante. Há pessoas que passam na sua vida por um período, com um propósito. Reconhecer isso é fazer as pazes com o passado.

3 – Já as amizades “para a vida toda” são cíclicas, como já dizia minha sábia mãe. Uma hora vocês estão grudadas, então se afastam porque os interesses não coincidem mais, depois voltam a ter muito em comum. O importante é não deixar a ligação emocional se perder na correria do dia-a-dia. Aceitar que nem sempre as fases da vida de vocês serão concomitantes – o que não tira a delícia de se ter aquele(a) amigo(a). E que logo a vida se transforma e lá estão vocês grudadas de novo.

4 – Ficar horas na fila da balada é um passado tão distante que você nem sem lembra da pessoa que era quando fazia isso. Eu saía muito à noite aos 20 anos. Hoje não passo das 23hs sem bocejar. Porém, se você for solteira ou super-hiper-ultra empolgada, vai continuar na fila da balada. Só não sei te dizer se você vai reclamar ou não, já que fila de balada para mim é uma lembrança um tanto apagada.

5- Aliás, se você for convidada para uma balada, não saberá que roupa usar (com exceção daquelas pessoas que continuaram no pique, como disse acima).

6 – Quando você faz as contas e descobre que está com a mesma pessoa há mais de dez anos, você leva um susto. Peraí, a gente não começou a namorar outro dia?

7 – O que me leva a outro ponto: quando você faz qualquer conta (que se formou há mais de 12 anos, que tem amigos de faculdade há mais de 15 anos, que tem amigos de escola há mais de 25 anos), você fica ainda mais assustada com o passar do tempo.

8 – Você se acha nova e velha. Em geral ao mesmo tempo.

9 – É difícil aceitar que os estagiários te chamam de senhora.

10 – Você se pega repetindo atitudes dos seus pais de que você não gostava quando criança.

11 – Sabe aqueles sapos que você teve de engolir? Meu pai me aconselhava a guardá-los na estante, que um dia você poderia devolvê-los ao “dono” ou esquecer deles de vez. Isso finalmente começa a acontecer.

12 – Muitas inseguranças já te abandonaram e isso dá um baita alívio.

13 – Você aprende que colega de trabalho é colega de trabalho. Que pode virar amigo. Mas que em geral é só colega de trabalho e ponto. O problema é que você não aprendeu realmente – você deveria ter aprendido. Isso significa que de vez em quando você ainda confunde as bolas, acha que o colega é amigo e volta para casa chateada.

14 – Para manter a amizade, não discuta política, futebol e religião. Parece clichê, mas basta ver o facebook e seu desfile de intolerância de ambos os lados.

15 – O que te dava medo você aprendeu a enfrentar. Novos medos surgiram no lugar dos antigos.

16 – Eu mal pensava na morte e na finitude da vida. De repente, torna-se um ponto real com o qual eu ainda não aprendi a lidar.

17 –  Você passa a entender melhor de finanças. E de aposentadoria. Ai!

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2 comentários

  1. Nossa, que post bacana! Tenho 32 e me identifiquei muito, é uma boa ideia para fazer no meu aniversário um post assim. Se for falar de todos os detalhes, o comentário virará post…rs. Mas realmente a insegurança foi embora, me sinto velha e nova ao mesmo tempo e sim, eu já consegui entender que dificilmente teremos amizade de verdade no trabalho e parei de ir chateada para casa. E ainda vou a baladas, mas não porque “tenho que ir”, apenas quando minha vontade pede. Hoje é sábado e decidi que não queria sair, resolvi ficar tranquila em casa, uma das coisas que os vinte e poucos anos não nos permite, ter paz num sábado à noite, como se sair fosse uma obrigação. E pagar língua? Nossa, muito!

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