“Tigres em dia vermelho”

A expectativa para gostar do livro era alta. Altíssima. Meu irmão me presenteou no meu aniversário. Eu que havia escolhido o título. Ele havia sido indicado por mais de um “amigo virtual”. A sinopse havia prendido minha atenção: relações familiares, um crime, efeitos da II Guerra Mundial…

“Tigres em dia vermelho”, de Liza Klaussmann, tinha tanta pressão em cima dele e infelizmente ele não suportou. Desmoronou. Não me encantou como eu esperava.

A história é contada pela perspectiva de 5 personagens, relacionados entre sim: primas, marido, filhos. As principais protagonistas são as primas adultas Nick e Helena. Grandes amigas, em uma relação que mistura carinho, competição, inveja, submissão, necessidade. Há também o marido de Nick, Hughes, cuja narrativa foi a única da qual me afeiçoei. Por fim, os filhos de cada uma: Daisy, a filha de Helena, que sabe o que quer e não aceita “não como resposta” e Ed, filho de Helena, perturbado, mas não se sabe até que ponto.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

O trunfo do livro são as camadas com que cada personagem é construído. Ninguém é raso: cada um tem qualidade e defeitos. Seres humanos imperfeitos.

A dificuldade que eu encontrei é que tamanha imperfeição me afastou dos personagens. Com exceção de Hughes, não senti empatia por nenhum dos demais, o que, para mi, afeta a leitura. Há leitores que não necessitam dessa conexão; que inclusive gostam de ler sobre pessoas de quem sente raiva ou algum outro sentimento “ruim”. Eu, não. Eu preciso me afeiçoar razoavelmente a um dos personagens principais, caso contrário a leitura não flui.

Para os do primeiro time, recomendo “Tigres em dia vermelho” para apreciar as nuances das relações familiares de pessoas que buscam a felicidade a seu jeito. Para os do meu time, o prazer da leitura dependerá do quanto a compreensão das atitudes dos personagens superar a crítica a seus comportamentos.

PS: Irmão, fica meu muitíssimo obrigada pelo presente!

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1 comentário

  1. A capa é muito linda! Na maioria das vezes preciso de empatia com os personagens ou com a história, não consigo ler de forma distante, como se tivesse lendo apenas um relato. Parece não ser um livro indicado para mim.

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