“Sobre homens e lagostas”

Lembram que eu contei que no Natal do ano passado meu marido vasculhou meu blog atrás de autores de livros que eu tinha adorado, como forma de acertar no presente?

Trabalho bem feito, baby! Eu A-D-O-R-E-I “Sobre homens e lagostas”, de Elizabeth Gilbert. ❤

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira A modelo sou eu rsrs

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira
A modelo sou eu rsrs

Ruth Thomas nasceu na ilhazinha de Courne Haven, na costa do estado norte-americano do Maine. Sua mãe tem ligações com a única rica família da ilha. Seu pai é um dos melhores pescadores de lagosta da ilha – uma das únicas ocupações disponíveis aos homens. Aliás, sem as lagostas, Courne Haven e nem sua rival Fort Niles existiriam.

Por rebeldia contra sua mãe ou por sentir que é o que ela realmente gosta de fazer, Ruth decide não ir para a faculdade e sim se embrenhar no mundo desses homens rudes, egoístas e desconfiados.

Não diria que é um livro facílimo de agradar. O mundo da pesca de lagosta é bem esmiuçado, assim como as linhagens das famílias das duas ilhazinhas. O miolo da história é um pouquinho arrastado e o final é tão cheio de fatos importantes que eu acho que merecia mais páginas.

Eu vejo nesse livro, o primeiro de ficção da Elizabeth, muitas semelhanças ou o início do que seria “A assinatura de todas as coisas” (que eu amei de paixão). Em ambos livros há uma heroína que quer trabalhar em um campo não comum para mulheres; a relação com o pai é mais bem construída do que com a mãe; o romance não é hollywoodiano; alguma área da ciência é bem explorado (num, as lagostas e o mercado da pesca; noutro, a biologia). A personagem principal tem defeitos e mesmo assim – ou por causa deles – vem morar no coração do leitor.

Por um acaso da vida (ou destino), resolvi ler esse livro logo depois de conhecer o Maine. Nem me atinei para onde a história se passava, até começar a leitura e ser transportada para aquele lugar de que eu tanto gostei. Sentia o vento gelado e salgado bater não só nos rostos dos habitantes de Courne Haven, mas no meu também. Acompanhei o crescimento de Ruth como uma mãe aflita. E passei a mão carinhosamente na capa quando cheguei ao fim.

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