Desgaste parcial é recuperável?

“Um fim de semana em Paris” me ganhou pelo título. Nunca é demais ter os olhos e o coração abençoados pela visão da cidade mais linda do mundo.

Neste filme, os ingleses Meg e Nick embarcam para paris, para rememorar a longínqua lua-de-mel e tentar reavivar o casamento desgastado. Trata-se de um retrato sutil e realista de um casal que ainda se gosta e que aparentemente quer manter os laços, ao mesmo tempo em que esbarra nas frustrações da perda da juventude, nos barulhos e manias do outro que irritam, na mesmice, na dificuldade sexual, na inquietação sobre o que fazer após a aposentadoria e a saída dos filhos de casa…

fim de semana em paris

É um futuro distante para mim. Ou talvez não tão distante assim. A vida passa num piscar de olhos. E se você não se preocupa em manter saudável o casamento, quando percebe, lá está um amontoado de decepções. Ou talvez eu seja ingênua e um longo casamento signifique uma porção de alegrias temperada por um apanhado de frustrações. Quem tem a receita de felicidade eterna? Acho que ninguém… A medida possível talvez seja justamente o lado da balança de felicidades ser mais pesado do que o das tristezas – e que o lado chato da vida faz parte.

Ao final, não seu dizer se o filme me deixou apreensiva ou tranquilizada, conformada ou desassossegada,  em paz ou em conflito… Diria que isso é sinal de uma história bem contada, não?

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