“O nome do vento: primeiro dia”

Há teeeeempos eu estava atrás de um bom livro de fantasia. Algo como Harry Potter, Senhor dos anéis ou Os magos. E eu nunca recebia nenhuma dica! Quando vasculhava as prateleiras das livrarias, tudo me parecia bobo, forçado, juvenil.

Cerca de 2 meses atrás foi atendida por uma vendedora excelente na Livraria Cultura, que demonstrava saber do babado. Então me arrisquei e pedi uma indicação de livro do setor de fantasia. Saí com “O nome do vento – A crônica do matador do rei: primeiro dia”, de Patrick Rothfuss.

Não busquei nada sobre o livro na internet e confiei.

Fui feliz.

Logo de cara eu não me empolguei com o livro. Não teve aquele “bam!”. Depois de alguns capítulos, a história passou a a ser melhor conduzida e percebi que já estava envolta naquele mundo inventado. Descobri que minha criança interior estava muito satisfeita em ter alguns momentos para acreditar em magia, seres estranhos, conjunções astrais e coisas do gênero.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Kothe é um dono de estalagem que esconde um passado repleto de aventuras e desventuras. Ele quer deixar tudo isso para trás e viver uma vida pacífica (e sem graça). Seu plano começa a dar errado quando criaturas estranhas começam a atacar humanos perto de sua via. A aparição de um cronista em sua taberna é mais um indício de que seu passado não está tão bem enterrado assim. E é para esse cronista que ele resolve contar a sua versão de todos os acontecimentos que levaram a surgir tantos boatos, tanto heróicos como desabonadores, em volta de sua figura.

Da infância feliz com seus pais e demais artistas mambembes, à tragédia que o deixou órfão, ao período negro de garoto de rua à reviravolta de chegar à Universidade, meus momentos favoritos estão neste último ambiente. Imaginar que existem escolas em que não só se aprende matérias “comuns”, como possuem magia as rodeando é para lá de empolgante para uma leitora como eu. Esses trechos bebem na fonte de Harry Potter, não se pode negar, e ainda assim tem seus elementos que tornam a história muito boa por si só – e não só uma “cópia” bem feita.

Não se assustem com as centenas de páginas; a leitura não cansa. Foi bem no finalzinho que me dei conta de que aquele não era o término de meu contato com Kothe – trata-se de uma trilogia. Ah, não! Mais dois para a pilha de leitura!! Pelo menos sei que, se seguirem na mesma linha, serão leituras divertidas e que servem de respiro para a realidade.

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