“O pintassilgo”

Quanto tempo se passou desde que li “A história secreta”, de Donna Tartt? Não me lembro… Tanto, mas tanto tempo que não me lembro da história. O que restou é a sensação de que foi uma leitura sensacional, amedrontadora, única.

E então nunca mais ouvi falar da autora.

Até o sucesso de vendas e prêmio Pulitzer de “O pintassilgo”.

Uma amiga que – após anos de convivência – me conhece bem, presenteou-me com esse livro no meu aniversário deste ano. É um livrão de mais de 700 páginas, o que requer que você esteja no estado mental correto ao iniciar a leitura.

Então você é tragado pelas cenas criadas por Donna Tartt, que não se reproduzem somente em imagens na mente do leitor, mas também no som, no cheiro, na textura.

O livro é incrível assim!

Theo Decker tem treze anos quando sofre um atentado terrorista em Nova York, no qual perde sua amada mãe. Ele fica à deriva, primeiro com a família de um amigo, depois com o pai e sua nova namorada em Las Vegas. Esse período com seu pai tem forja, mais do que a perda da mãe, o que ele se transforma: álcool, drogas, pequenos crimes, desperdício de sua inteligência, más companhias, falta de amor próprio…

Como mãe, me afligiu demais pensar em minha filha sem um suporte emocional, financeiro e moral. Por sorte, na eventualidade de eu não poder estar presente enquanto ela crescer, há várias pessoas que a guiariam pela vida.

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Há um elemento importantíssimo na história que não quero contar porque é das grandes graças d´”O pintassilgo”. E isso tem a ver com a Arte. Com o fato de que uma criação humana pode nos tocar de tal forma que gera emoções que procuramos repetir.

Por que a gente se maravilha com quadros, esculturas, construções arquitetônicas e demais manifestações da Arte? Por que a gente se apega a um objeto que não tem valor sentimental e sim pelo fato de que ele te fala ao coração?

Há tantas análises possíveis pelos temas tocados, tantos sentimentos ativados pela leitura… Esse livro é daqueles que atravessará séculos sem perder sua grandiosidade.

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2 comentários

  1. Estava com esse livro parado aqui há um tempo, seus comentários foram um incentivo (além do incentivo do meu esposo) para pegá-lo. Eu saí da história como se tivesse perdido algo, ainda não sei o que sinto direito em relação a ele. Mto triste e mesmo assim belo. Como terminei este livro no domingo, vou esperar mais uns dias pra pensá-lo. 🙂

    Bjs,
    Laís

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