“Para educar crianças feministas – um manifesto”

chimamanda

Chimamanda Ngozi Adichie virou minha ídola. Se eu falasse palavrão, diria que essa mulher é muito f**a. Como não uso”palavras de baixo calão”,  salvo momentos de muita irritação no trânsito, vou dizer que essa mulher é MUITO incrível.

Há dois anos, ganhei num sorteio da Fina Flor um presente. A Juliana, dona do blog, me enviou um livro que a havia marcado, “Americanah”, da Chimamanda. Mesmo acreditando que seria uma leitura que valia a pena, não encontrava o momento de querer ler aquele livro e ele foi se acomodando na minha interminável pilha (spoiler: estou lendo – devorando – no momento).

O nome de Chimamanda começou a pipocar por aqui e acolá, em especial depois que a Dior estampou uma camiseta com o título da palestra que a escritora nigeriana deu para o Ted Talks: “We should all be feminists”.

Com o nascimento do meu filho e o crescimento da minha filha, de repente a questão do feminismo bateu forte!

Meus pais não me impediram de fazer nada por ser menina – pelo contrário, me incentivaram a ser independente e me ajudaram a seguir meus sonho. No entanto, algumas percepções machistas foram passadas, até mesmo porque todos fomos criados assim e sequer percebemos e questionamos certas diferenciações. Eu mesma já agi e pensei sem perceber que aquilo talvez seria machista.

Queria o feminismo na minha vida. Só que eu não me reconhecia nos discursos mais “hard”, mais “nós contra eles”, assim como não me encaixava no rótulo de ser feminista mas não ser feminina. Eu gosto de rosa e laço, gente!

Aí entra Chimamanda Ngozi Adichie com seu papo de “sou-feminista-que-não-odeia-os-homens-e-que-gosta-de-usar-salto-alto-e-batom-mas-não-para-os-outros-e-sim-para-si-mesma”.

Comecei com o discurso dela no Ted Talks. Eu literalmente forcei meu marido a assistir comigo. Ele começou meio “hum, não sei se concordo totalmente” e acabou por assimilar muito do que foi dito – acho que como pai de menina, o assunto também mexeu com ele.

Já eu terminei a palestra num estado de semi-euforia. Ela consegue tratar de um assunto pesado e muitas vezes causador de discórdia de uma forma leve e ainda assim muito contundente.

Então corri para ler o livreto “Para educar crianças feministas – um manifesto”. Fiquei ainda mais encantada com Chimamanda, que ingressou no meu rol de heroínas.

Posso não concordar com 100% das colocações dela (com 95%, eu diria), mas o livro me fez refletir sobre tantas coisas que eu sempre assumi como normais e nunca me perguntei se eram realmente bacanas, justas, corretas.

É tão curioso como a gente vai repetindo muitos conceitos sem parar para pensar se concorda com eles, se eles fazem sentido. Você ouviu de alguém mais velho, logo mais sabedor das coisas, ou de alguém que você admira.

Ainda que não ache que a gente mesma consiga mudar tanto assim nosso modo de agir, de enxergar (e também das pessoas ao nosso redor), acredito MUITO no poder de transformação pela educação das crianças. Como disse uma amiga, um trabalho de formiguinha, que dará resultado nas próximas gerações.

E não é aquela coisa genderless ao extremo, e sim se perguntar se certos limites que colocamos às meninas fazem sentido. Se é justo esperar certos comportamentos delas e não deles e vice-versa.

Não é sair agredindo ou brigando. É sair educando e questionando, com carinho, respeito e paciência.

Não é nós x eles. Somos todos. Juntos.

E o livreto é exatamente isso, um início de uma reflexão para que possamos tomar prestar atenção ao que ensinamos às crianças.

We should all be feminists.

(Esse assunto tem me empolgado – percebe-se pelo tamanho do post… ahahahah)

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4 comentários

  1. Este livro está na minha “to read list” (como mãe de duas meninas, acredito que seja leitura obrigatória!). Li o “Sejamos todos Feministas” (que acho que corresponde à palestra a que você assistiu) e adorei!

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