“A amiga genial”

Por amor a minha mãe, eu queria ter me juntado a ela – e às milhares (ou milhões?) de pessoas que se apaixonaram, que se viciaram, que grudaram na série napolitana da Elena Ferrante.

amiga genial

Foto por Júlia A. O.

A mágica não aconteceu comigo.

Eu passei a história inteira torcendo “agora eu vou gostar, vai ser agora que eu vou me apegar, acho que agora vai ser o momento da virada…”. E lá ia eu persistindo na leitura, me afeiçoando mais das duas amigas, torcendo para elas não fazerem escolhas erradas, compreendendo o estilo de Elena Ferrante escrever, percebendo o que teria feito minha mãe amado tanto a história.

E se minha vontade inicial de largar o livro passou, eu não cheguei ao amor. E como eu quis! Como eu quis sentir aquela vontade louca de espremer uns minutos na minha rotina louca para ler mais umas páginas.

Houve um momento em que eu achei que isso iria acontecer! Lá pelo final, quando Elena (a personagem, não a escritora) vai para a praia e fica alguns dias longe da boa/má influência da amiga Lila, eu me apaixonei por aquele capítulo. Pena que foi só um capítulo.

Não consigo entender o que foi que não me “pegou”. É uma história muito bem construída. Bem escrita. Palavras bem colocadas. Você não sabe para onde a vida das personagens principais, as amigas Lila e Elena, está indo. A relação das duas é ao mesmo tempo benéfica e maléfica e este é um tema interessante. A Itália, onde a história se passa, é um país interessante.

O que será aconteceu que eu acabei a leitura sem ter me decidido se encaro os demais 3 livros da quadrilogia? E com tristeza por não poder compartilhar deste amor com minha mãe?

Fiquei divagando e nem falei sobre a história do livro que, a essa altura, tamanho o sucesso dele, todos devem conhecer: na Napóles do pós-guerra, duas pré-adolescentes fazem amizade, uma relação complexa e que molda suas escolhas, neste ambiente de pobreza, violência e poucas escolhas para mulheres.

4 comentários

  1. Ah, que pena que não foi amor à primeira vista para você! Eu gostei muito do primeiro livro, mas não foi uma paixão avassaladora; foi mais um sentimento crescente conforme o tempo ia passando. Quando li o segundo, aí sim foi amor. Desde então, quero ler tudo da Ferrante. De repente, valha mais a pena para você tentar um dos livros dela que não fazem parte da quadrilogia.
    Beijo e obrigada por continuar visitando meu blog empoeirado!

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