Crise dos 40 – escolhas profissionais

Eu, minhas amigas e meus amigos estamos todos transitando pela famosa crise dos quarenta. Alguns caíram de cabeça na crise, para outros somente afetou algum aspecto da vida e, por fim, no grupo no qual me incluo, a crise implicou em uma oportunidade de repensar a vida e ressignificar as escolhas, em grande parte reafirmando o caminho seguido até aqui.

Da turma que entrou com tudo no turbilhão dos 40, tem os que fizeram escolhas corajosas e mudaram para ir atrás de sonhos (novos ou antigos) e tem os que me parecem ter feitos escolhas precipitadas, das quais irão se arrepender, ou, ainda, os que não enxergaram a necessidade de mudança e seguem insistindo nos mesmos erros.

Resumindo, na crise dos quarenta, tem de tudo! E uma coisa é você olhar de fora para as escolhas dos outros, enxergando pelas lentes da sua própria história e desejos e outra é você próprio viver suas escolhas, sabendo o que vai no seu íntimo.

Dentre os audaciosos, tenho uma amiga que mudou de profissão. Uma baita mudança. No começo achei tudo aquilo uma loucura, mas trocando a perspectiva pela qual avaliei a decisão, percebi que a ousadia veio temperada por reflexão e que o salto não era imprudente e sim um lindo salto acrobático, digno de altas notas nas Olimpíadas.

Como estou neste momento reflexivo, aproveitei para pensar sobre minha carreira. Eu gosto muito do meu trabalho e principalmente de tudo que ele me traz. Ele encaixa incrivelmente bem na minha vida, assim que não pretendo de nenhuma maneira abandoná-lo. Sigo contente e satisfeita.

Ainda assim, me permiti pensar sobre como seriam outras escolhas.

Como a imaginação é um presente incrível à disposição do ser humano, me deixei viver outras realidades, outras opções de profissão, sem ter que abandonar a minha. E nesse exercício de reflexão somado à imaginação, descobri que se eu tivesse que largar meu atual trabalho e quisesse dar uma guinada, três atividades me fariam felizes.

Não ponderei sobre remuneração, existência de vagas, se eu tenho as aptidões para o trabalho… Imaginei somente os assuntos que fariam com que domingo à noite não fosse um momento de angústia pela próxima semana de trabalho que começaria, mas, pelo contrário, que me trariam empolgação:

  1. Escritora de livros infantis. Juntaria duas coisas que amo, literatura e crianças. Por causa dos meus filhos, crio muitas histórias para os divertir. Poderia passá-las para o papel, estudar sobre literatura infantil, aprendizado na infância, rimas, letras. Poderia criar junto com ilustradores ou quem sabe eu mesma arriscar meus desenhos. Pensar em cores, composição, arte.
  2. Trabalhar numa grande editora, lendo manuscritos e selecionando-os para publicação. Ajudar escritores a refinarem alguma parte da história ou os ajudando quando surgir um bloqueio criativo. Não sei se esse trabalho tem nome e se na prática é mágico como eu imagino, mas pensa ser pago para ler por inúmeras horas?!
  3. Pesquisadora de virologia, imunização e contenção de epidemias. Se não tivesse feito Direito, teria feito genética. Fiquei fascinada na época da primeira grande epidemia de Ebola que chegou à imprensa internacional. Não me pede para ver um coitado de um paciente em carne e osso, mas me manda estudos escritos sobre o tema que eu vibro.

Agradeço a meu cérebro pelas horas divertidas me imaginando em outras realidades.

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