dica do amigo

A NY dos livros, por Flavia

No aniversário do blog, 3 posts prá eu (e vocês) matarmos as saudades.

Uma amiga pagou sua “dívida” – e com juros (o que significa 2 posts)! Assim, apresento um relato delicioso sobre a Nova York dos livros, por Flávia G N B:

Em uma viagem para Nova York, sobram recomendações do que fazer, onde comer, o que ver etc. A cidade tem tantas opções e tantos conhecidos e blogueiros já foram para lá antes que é difícil decidir o que fazer.

Quando fui para lá em 2012, aproveitei que era a primeira vez do Fábio na cidade e incluiu todos os passeios básicos no nosso roteiro. Além deles, conseguimos colocar alguns outros passeios, não menos clássicos, mas menos celebrados, que valeram muito a pena. Entre esses passeios, estão dois lugares que são o verdadeiro paraíso para quem gosta de livros e afins: a New York Public Library e a livraria Strand.

A New York Public Library (http://www.nypl.org/) fica na 5ª Avenida, entre a 40th e a 42 th, bem na frente do Bryant Park, ou seja, super central e perto de outros pontos turísticos que todo mundo frequenta. O lugar é maravilhoso por dentro e por fora. Construído para ser a sede da Biblioteca Pública de NY, o prédio foi inaugurado em 1911 e até hoje chama atenção, mesmo na famosa 5ª Avenida, repleta de atrações. Mas é entrando na biblioteca, especialmente nos seus ambientes e na imensa sala de leitura que o coração de quem gosta de livros bate mais forte. Cheia de ambientes bem decorados, livros a perder de vista e espaços convidativos para leitura, o ambiente é tão calmo que dá até para esquecer que estamos no coração da pulsante cidade que fica lá fora.

flabiblio(vista de fora da NYPL)

 

Flabiblio2

(porta e teto da sala de leitura principal tirado em homenagem à dona do blog!)

Outro lugar que quem curte livros não pode deixar de visitar é a livraria Strand (http://www.strandbooks.com/). Com o fofo slogan de “Where books are Loved” (Onde os livros são amados), a livraria tem um acervo incrível de livros e muitos acessórios para leitura, como marcadores de página, luzes, sacolas e outras coisas muito fofas. São tantas opções que eu fiquei meio perdida de por onde começar. É difícil se controlar para não sair de lá carregada de livros e outras coisinhas mais. A visita com certeza vale a pena, especialmente quando combinada com outros pontos turísticos vizinhos, como a Universidade de NY – NYU e o Washington Square Park, onde fica o Washington Arch, imortalizado pelo seriado Friends.

Flabiblio3(nécessaire da Strand e acessório de leitura comprado lá– o boneco rosa)

NY é uma cidade deliciosa de se conhecer e, se der para incluir alguns livros no caminho, melhor ainda!!!!

PS: Fotos por Flavia GNB.

 

Opiniões – vocês já leram…?

Como preciso maneirar na compra de novos livros (falta tempo e espaço em casa!), queria saber se vocês já leram algum dos livros abaixo e o que acharam:

– “Garota exemplar”, de Gillian Flynn

– “A descoberta das bruxas”, de Deborah Harkness

– “Tigres em dia vermelho”, de Liza Klaussmann

– “Fim”, de Fernanda Torres

Recomendam? Fortemente??

Fonte: pt.dreamstime.com

Fonte: pt.dreamstime.com

Dica da amiga (Viviane Lima)

Livro: “O jogo da Velha” de Malorie Blackman, publicado pela Galera Record.

Gênero: Ficção Juvenil

Tema: Trata-se de uma perspectiva singular sobre a segregação racial vista com os olhares de dois adolescentes: Persephone (pertencente à classe dos Cruzes) e Callum (pertencente à classe dos Zeros). Dois amigos de infância que, à medida que crescem, têm que lutar contra as diferenças que interpõem um muro de discórdia entre os dois. Nesse cenário de um mundo dividido e injusto, expõe-se uma história de dor, ódio, amor e esperança. Do enredo posso falar pouquíssimo, pois não quero estragar a história para quem, que apostando na minha recomendação, venha a ler o livro.  Aliás, se você valoriza o impacto emocional de uma história, não leia a sinopse e a orelha do livro.

Porque vale a pena ler: Ao contar-nos essa narrativa que alguns dizem ter muito de Romeu e Julieta, Blackman revolve o mundo tal como é conhecido de cabeça para baixo. Aliás, a meu ver, esse é o requinte genial da obra, a saber: a subversão da ordem das coisas em que o confronto com estabelecido dá relevo à expressão “calçar os sapatos do outro”. Como que munida de uma matemática diferenciada, Blackman demonstra que a ordem dos fatores altera o produto. Alteram vidas, mudam destinos e desfazem os sonhos. Porém, em termos do Jogo da Velha a que o título alude e que, à luz da narrativa, mais parece um campo minado, o resultado não muda. Se der cruzes, zeros ou se der velha, o fato é que não há ganhadores. Pois, onde se exclui a lei do amor, todos saem vencidos. É assim que Malorie Blackman toca na matadura. Ela sabe onde sapato aperta e a garganta engasga de modo que, ao término da leitura, é impossível ficar indiferente. 

A título de acréscimo histórico-cultural, Malorie Blackman insere alguns fatos reais e ignorados de nossa civilização, transformando-os em eventos narrativos vivenciados na trama. Como exemplo, há uma passagem em que alguns dos personagens experimentam na pele o mesmo episódio revoltante da admissão da primeira negra (Dorothy Counts) em uma escola nos EUA que, apesar de “pública”, só aceitava brancos. Uma das muitas passagens perturbadoras que autora habilmente recria em “O Jogo da Velha”.

Embora, seja nomeado YA (Young Adult), o romance ultrapassa tal classificação, podendo ser lido e revisitado em qualquer época, especialmente, para quem procura, conforme reza o figurino do bom entretenimento, um texto leve sem ser simplório. Pague para ver e ler!

 Livros publicados no Brasil pelo Grupo Editorial Record:

1.    O jogo da velha

2.    Duplo fio

3.    Xeque-mate

 Antes de “Duplo fio”, publicou-se “An eye for an eye”. Uma breve história sobre o que aconteceu após os eventos narrados no “Jogo da velha”. Serve como uma preparação para o que vem a seguir no segundo livro da série. Eu li “Duplo fio” e asseguro que é facilmente entendível; prescindindo, portanto, da leitura de “An eye for an eye”. Ainda assim, na condição de fã, gostaria de ter acesso a tudo nos conformes. Soube que, lá fora, “An eye for an eye” foi adicionado à parte de trás da nova edição de “Jogo da velha”. Bem que podia disponibilizar uma edição nos mesmos moldes aqui.

(A Vivi é fundadora do blog Desafio Literário, jogo do qual participo desde ano passado e que me forçou a ler fora da “zona de conforto”)

Dica da amiga (Fernanda Caiuby – 2)

THE CASUAL VACANCY – o novo livro de J.K. Rowling

Como será traduzido para o português este título? A Vaga Casual? É a tradução literal, mas não a melhor. A sutileza e beleza do título em inglês combinam mais com algo do tipo: “um vazio a ser preenchido”. Veremos…

Por enquanto, o original em inglês é tudo o que existe e é magnífico.

A autora realizou a proeza de escrever um livro muito, mas muito superior aos da saga Harry Potter; escrevendo para e sobre adultos. Escrevendo sobre gente feia, suja, pobre, má, mesquinha. Descrevendo vidas destruídas pelo descaso do próximo e o horror das drogas; a falta de comprometimento de uma pequena comunidade fictícia inglesa, com seus habitantes menos favorecidos. Utilizou sua experiência e informação como fundadora e financiadora do CHLG, órgão filantrópico que atende crianças carentes e que sofreram abusos psicológicos ou sexuais. A renda do livro infantil que ela publicou após o término de Harry, foi toda dedicada à esta instituição e é daí que surgiu a inspiração e coragem para tratar de temas desagradáveis e incômodos nesta nova obra.

Ambição e ganancia estão por todo o lado. O moderno “bullying” também, bem como preconceitos de todo tipo. J.K. Rowling é magistral ao entrelaçar as vidas de oito famílias de classes sociais diferentes em duas cidades vizinhas. Os personagens não são fofos bruxinhos ou charmosos magos e sim gente péssima e infeliz, de carne e osso. Os protagonistas fedem e suam, gordos e paquidérmicos, infiéis, invejosos e tresloucados. Prostituta e pedófilo sofrem e fazem sofrer.

Os críticos norte americanos ou não gostaram, como o do New York Times, ou tentaram achar semelhanças com os livros Harry Potter e um suposto “humor negro” onde não existe, caso da revista Newsweek. A revista britânica, The Economist, gostou e definiu o livro como “perceptivo” e “elaborado”, além de “escrito primorosamente”.

Em minha opinião é uma obra prima de bem escrito, leitura duríssima porém fascinante.

Mas faz chorar. E pensar. Sobre quão ruim o ser humano é e sobre como difíceis são nosso insolúveis problemas do dia a dia.

Não há fantasia para J.K. Rowling desta vez. Ela quis escrever algo diferente e conseguiu. O fato de que o fez ainda melhor do que os livros anteriores é fabuloso. Ela provou não ser autora-de-um-livro-só.

Quem puder ler em inglês deve fazê-lo, pois a trama perderá bastante da força em português. Mas o livro é tão bom que deve ser lido e principalmente, refletido, em qualquer idioma.

Dica da amiga (Patrícia Pecoraro)

Livro: “O 11° mandamento”, Abraham Verghese

Estilo: drama

Tema: Já na primeira página o narrador descreve o nascimento dele e do irmão gêmeo e que a mãe deles é uma freira. Só esse fato já atiça a curiosidade geral da nação.

Por que vale a pena ler: Esse livro super recomendo para quem curte um romance bem escrito, recheado de histórias bem contadas e com lugares diferentes . A Etiópia é o país onde tudo acontece . E o mais curioso é que o autor é médico. Nem sempre um medico consegue transitar pela literatura com sucesso, mas esse autor vale a pena ler. Excelente!!!

Dica da amiga (Juliana)

Livro: Por isso a gente acabou, Daniel Handler
 
Estilo: Romance juvenil

Tema: Min Green é uma garota de 16 anos que teve o coração partido. Para lidar com o sofrimento que o fim de seu namoro, ela decide escrever uma carta para Ed Slaterton e devolver a ele todos os objetos que servem como pequenas metonímias do relacionamento.

Por que vale a ler: Porque o livro põe por terra a lógica do senso comum que trata livros juvenis e amores adolescentes como literatura menor e amor que não é amor. Daniel Handler, com sua Min Green e os outros adolescentes absolutamente críveis que a cercam, criou uma história delicada, elegante e capaz de despertar a empatia de qualquer um. Conforme lemos a carta que Min escreve pro rapaz que estilhaçou o seu coração, é impossível não criar identificação com toda sorte de sentimentos que a menina experimenta em todas etapas do “ciclo de vida” do namoro. E, puxa, o texto é tão bem executado que a impressão que se tem é que Daniel Handler surrupiou a carta que Min deixou na porta da casa do ex-namorado e resolveu ganhar dinheiro com ela. Nada soa falso ou recai no clichê.

 Para além dos personagens bem delineados e do texto elegante, Por isso a gente acabou tem um projeto gráfico lindo. Sabe, lindo? Então, lindo! Cada capítulo traz ilustrações que retratam os objetos que Min colocou na caixa – ilustrações lindas. É um livro que enche os olhos, com sua capa colorida e um miolo tão“arrumadinho”. Aliás, eu me interessei por ele, à primeira vista, numa livraria. Depois de folheá-lo, tive a certeza de que deveria ler esse livro. E ao terminar, fiquei com uma inveja danada do Daniel Handler: se eu fosse escritora, gostaria de ter escrito um livro sobre amor igualzinho a Por isso a gente acabou.

PS: A Juliana escreve lindamente no blog http://juliana-finaflor.blogspot.com.br/

Dica do amigo (James Chapman)

O título é uma brincadeirinha, porque eu não conheço nem nunca entrei em contato com o Sr. James Chapman.

Trata-se de um pesquisador que diz ter realizado um longo estudo sobre os 10 livros mais lidos no mundo, nos últimos 50 anos: http://www.squidoo.com/mostreadbooks

A dica para sua próxima leitura pode estar em um destes blockbusters do mercado literário:

10 – “O diário de Anne Frank”, Anne Frank (já li, já me emocionei e já fiz minha resenha aqui)

9 – “Pense e enriqueça”, Napoleon Hill (meu preconceito com livros de auto-ajuda diz que provavelmente eu não lerei este título)

8 – “E o vento levou”, Margaret Mitchell (só assisti ao filme)

7 – A série “Crepúsculo”, Stephenie Meyer (li e… adorei, confesso)

6 – “O código da Vinci”, Dan Brown (entretenimento puro, foi uma leitura agradabilíssima)

5 – “O alquimista”, Paulo Coelho (nosso escritor mais famoso na atualidade não escreve muito bem, mas deste livro em particular eu gostei)

4 – “O Senhor dos anéis”, J. R. R. Tolkien (fenomenal)

3 – A saga de “Harry Potter”, J. K. Rowling (amo, amo, amo)

2 – “Frases dos trabalhos de Mao Tse-tung”, Mao Tse-Tung (nunca li, talvez seja curioso conhecer sua doutrina)

1 – “Bíblia” (conheço algumas passagens)

Como está o seu conhecimento dos livros do ranking?