tv

bexigaEu estou QUASE me convencendo de que nunca mais terei tempo de escrever posts bem pensados para o blog. Ainda não cheguei lá. Quero crer que voltarei a ser assídua aqui!

Já que não dá para eu escrever posts lindos e refletidos sobre o que anda acontecendo de bom, de ruim e de mediano na área do lazer livro-cinema-música-comida, vai um resuminho, só para não dizer que eu nunca mais dei uma boa dica para vocês!

“Um homem entre gigantes” – juntar genética/investigação médica e suspense é muito bom. Will Smith em excelente atuação (e olha que ele peca bastante na escolha dos papéis). Filme que conta a história de um médico legista que descobre uma doença neurológica decorrente dos impactos do jogo de futebol americano e começa uma luta contra a NFL, que obviamente quer abafar o caso.

“As sufragistas” – cada vez que vejo pessoas que sacrificaram a vida pessoal por um bem maior, dou graças por elas existirem. Confesso, sou medrosa, acomodada e individualista. Não conseguiria abandonar minha liberdade, conforto e família para lutar pelo direito das mulheres votarem, assim como essas maravilhosas inglesas fizeram, permitindo que nós sejamos ouvidas e participemos da vida política. Filme dos bons.

cd novo da Birdy – no primeiro momento foi uma decepção gigante. Achei que seria amor à primeira ouvida, como nos dois primeiros. É um cd muito produzido e o que eu mais gosto nela é a sua voz + piano. Estou ouvindo outras vezes, dando chance de gostar de “Beautiful lies”.

Continuo empacada em “Mr. Norrell & Jonathan Strange”. Não desisti. Sigo lendo 5 páginas por semana. Deve levar só mais 2 anos para terminar.

Mini-seriado demaaaaais que descobri no Netflix: “Códigos de Bletchley Park”. Inglesinhas (sempre elas <3) que durante a guerra eram “destruidoras de códigos”. Agora levam uma vida bem menos interessante, até que acabam por se reunir para desvendar uma série de homicídios.

E vocês, me contem o que anda fazendo de bom!!

Centavos de terror

Sempre antenada aos últimos lançamentos de seriados que recaiam dentro de seu leque de gosto pessoal, a Michele, do blog Resumo da Ópera, havia falado muito bem sobre “Penny dreadful”.

Lá fui em conferir.

E não me decepcionei!

 penny dreadful personagens

O seriado é de terror para os mais fracos (leia-se: eu, que fiquei com medo, confesso) ou de suspense, para aqueles de coração mais resistente. Na Londres dos 1.800s, o cidadão comum não imagina que um outro mundo esteja logo ali, nas sombras. Já alguns cidadãos não comuns conhecem esse lado negro e nele se embrenham por diferentes motivos (pessoal, financeiro, em busca de aventura).

Sir Malcolm é o senhor (ainda galã, as meus olhos) que procura a filha desaparecida, refém de uma dessas criaturas terríveis. Vanessa Ives é a sensual médium, que ajuda Sir Malcolm nessa empreitada e que o auxilia na formação de um grupo de pessoas corajosas, como o americano desgarrado Ethan Chandler, o mordomo misterioso, o médico Victor Frankeinstein, entre outros.

A produção é para lá de espetacular! O colorido macabro somado à riqueza de detalhes dos ambientes e roupas te transportam para a tela e te fazem sentir como parte da cena.

Só assisti três episódios e por enquanto a personagem de Eva Green – a sensitiva Miss Ives – é disparada minha favorita. A atriz é sexy por natureza, de um jeito felino, com um quê de perigoso. Sua atuação é de botar medo, o que no caso dessa série é um trunfo. É inegável que ela guarda segredos de carga explosiva, que talvez a tornem um pouco má – só que eu não os conheço e não pude deixar de torcer para que ela saia sã e salva dessas explorações pelo mundo sobrenatural.

PS: Por que a série se chama “Penny Dreadful”, se não há nenhuma personagem de nome Penny? Investigando, adorei a história do nome – publicações populares com histórias de terror eram chamadas de “penny dreadful”, o que se poderia traduzir por centavos de terror.

Amor clichê

Clichês. Texto fraco. Atuações medianas. Descrição de um mau programa, não é?

Ah, como tudo depende do estado de espírito… (Des) encontros é uma minissérie brasileira sobre 5 casais e seus encontros e desencontros. Na primeira noite, assisti a dois capítulos. Ainda que bem ruinzinhos, eu estava num clima de “o amor!” e achei fofas as histórias de Gael + Lara e Arthur + Diana. O desenrolar dos capítulos em Santos tem uma graça especial (gostoso ver outras cidades do nosso país).

desencontros

Alguns dias depois já não estava tão condescendente com os clichês românticos usados na tela e tudo me pareceu uma bobajada fraquíssima.

Meu veredicto: assista quando estiver achando tudo lindo e fuja quando estiver num dia mais pé no chão.

O que tenho assistido – seriados 2014

Vida de mãe é assim: aquela delícia de seguir os seriados fica impossível. Netflix salva. Amiga que empresta box de DVD salva. Pai e mãe que emprestam também salvam.

Já acabei a quarta temporada do amado-idolatrado-salve, salve Dowton Abbey e aguardo ansiosamente pelo próximo. Estou super atrasada em The Good wife, parei no meio da terceira temporada e estou maluca que não arrumei como correr atrás do prejuízo (alguém aí tem para emprestar, doar, presentear?). Quando consigo, vejo um episódio aqui e acolá de um dos seriados que mais me faz rir, The Big Bang Theory. E espero a Netflix brasileira disponibilizar todos os capítulos da nova temporada do suspense de roer as unhas The Killing.

E de novidades?

mr selfridge

Comecei a assistir a Mr. Selfridge acreditando ter encontrado uma pérola.

Que máximo, a história do visionário criador da loja de departamento inglesa Selfridges nos anos 1910!

Ainda que as tramas secundárias sejam interessantes, assim como a ambientação e as ideias do empresário, o ator principal (Jeremy Piven) é tão, tão chato, tão, tão forçado, que não passei do quarto capítulo.

midwifeEntão apostei em Call the midwife, dica da minha mãe. Foi justamente o contrário. Não estava muito empolgada e quase desmaiei com o parto natural no primeiro capítulo. Sou molenga mesmo. Comentei com minha mãe. Ela recomendou: “insista”. A gente obedece ao conselho de mãe e se dá bem: no segundo capítulo eu já estava adorando. Ainda quero fechar os olhos nas cenas de partos em casa em casas inglesas paupérrimas e imundas. Mas a parte da vida das parteiras, que se dividem em mocinhas solteiras e freiras, é singela, comovente e engraçadinha.

americansPor fim, no meio termo entre empolgação e relutância, assisti a The americans com meu marido (uau, evento único, toquem trombetas! Ele não tem muito tempo para televisão.).

Eu adoro a Keri Russell, então já é meio caminho andado. E a trama diferente do que se vê por aí nos seriados me fisgou. Dois espiões russos, que vivem há mais de uma década nos Estados Unidos dos anos 80, como se americanos fossem. Muito bom!

Personagens masculinos favoritos de seriados de TV

Já me diverti montando a lista das minhas personagens femininas de seriados de tevê preferidas. Agora é a vez de indicar os dez rapazes (às vezes nem tão rapazes assim…) que eu mais gosto/gostava de ver na telinha:

1 -Alan Shore, de “Boston Legal – Justiça sem limites”: na enxurrada de dramas de tribunal, não há advogado que mais tenha prendido minha atenção que o Alan. Brilhante, mulherengo, de métodos duvidoso para defender o que entende por justo, melancólico e brincalhão ao mesmo tempo, fazia uma dupla incrível com o conservador, mas também incontrolável Denny Crane.

2 – Baby, de “A família dinossauro”: um boneco medonho que gritava “não é a mamãe” e batia com a colher na cabeça do pai. Tem como não adorar?

3 – Bailey, de “Party of five”: eu chorava toda semana quando assistia a esse seriado. Meus pais nunca entenderam porque eu insistia em acompanhar a saga dos 5 irmãos que ficam órfãos e cuidam uns dos outros, enquanto enfrentam as dificuldades da juventude. Além de tudo, eu tinha uma paixonite pelo Bailey.

4 – Dr. House, de “House”: ele é insuportável de tão nascissista, desrespeitoso e egoísta! Sua genialidade e os momentos de fraqueza atenuam a antipatia e fazem com que você não desgrude os olhos enquanto o médico soluciona dificílimos diagnósticos.

5 – Gil Grissom, de “CSI”: a série perdeu muito da graça com a saída do chefe do departamento de perícia criminal. Sua quase patológica introspeção, sua inteligência, suas frases de efeito, seu andar torto… “CSI” era mil vezes mais legal com o Grissom!

6 – Jack Bauer, de “24 horas”: o cara salva os Estados Unidos a cada minuto, nas tramas mais mirabolantes. Ele é o cara!

7 – Kevin Arnold, de “Anos incríveis”: eu amava acompanhar a adolescência de Kevin passada os anos 60 e 70. Entre os dilemas juvenis e os eventos históricos da época, eu torcia para ele conseguir a garota no final, ainda que achasse aquela Winnie muito chata.

8 – MacGyver, do seriado de nome idem: quem foi criança nos anos 80 ficava vidrado em como um chiclete e um grampo virava uma bomba nas mãs do herói.

9 – Ross, Chandler e Joey, de “Friends”: não dá para separar o trio de um dos seriados mais queridos de todos os tempos.

10 – Sheldon Cooper, de “Big Bang Theory”: já gostei do ner de cara pois ele parece fisicamente com um dos meus melhores amigos (que também é um pouco gênio…). Sua completa falta da aptidão social é dos momentos mais engraçados da televisão.

Vergonha alheia em “Girls”

Os dez anos de diferença que me separam das personagens não serviu empecilho à curiosidade em conhecer de um dos seriados mais falados do momento – “Girls”.

Lena Dunham subverteu o modelito vigente ao escrever e interpretar uma garota de 24 anos, com um rosto simplório, roupas que não caem bem, um corpo fora dos padrões, auto-estima periclitante, mimada, sem rumo em uma Nova York desde que seus pais cortaram sua mesada, má escolhas no amor.

Neste cenário do que seria a vida real de uma parcela das jovens na Big Apple, fazem parte da turma de Hannah, Marnie, bonita e a mais séria de todas; Jessa, sensual, viajada e não tão segura quanto parece e Shoshanna, a prima mais nova de Jessa, bobinha e desesperada por arranjar amigos/namorado.

Lena não tem vergonha de mostrar na tela seu corpo nu imperfeito (e normal!) e situações para lá de embaraçosas. Você sente muita vergonha alheia… Ela não está nem aí, quer mostar na televisão o que seria a vida sem glamour e sem grana de moças reais.

girls vergonha

Nos primeiros capítulos eu não gostei da série. O acúmulo de más escolhas começou a me incomodar. Depois fui lembrando de mim e das minhas amiga no começo dos 20 anos e me surpreendi ao perceber que fizemos alguns erros bem parecidos… Então dei uma trégua às meninas, já que é fácil a gente julgar depois de já passado pela experiência e aprendido com ela.

No final da primeira temporada voltei a implicar com o quarteto e terminei sem ter decidido se vou assistir a mais uma. O que vocês acham?

Personagens femininas favoritas de seriados de TV

Rainha de um bom seriado de tv (ou, no momento, ex-rainha), resolvi relembrar as personagens por quem eu torço:

1 – Alicia Florrick, de “The good wife”: advogada inteligente, que tem de conciliar o retorno à carreira em um importante escritório, o marido preso (e que a traiu), filhos adolescentes e sua dificuldade em se abrir. Mulher poderosa!

2 – Ally McBeal: tamanha excentricidade não há! Ainda mais em um escritório de advocacia, ambiente que se espera sério.

3 – Angela, de “Minha vida de cão”: ah, as agruras de ser adolescente…

4 – Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda, de “Sex and the city”: não amo particularmente nenhuma das moçoilas. O que eu adoro é a amizade entre elas, as escolhas de moda, os vai-e-vem amorosos e os passeios por NY.

5 – Fran, de “The Nanny”: com sua voz anasalada e peruice ao extremo, como não torcer pela babá?

6 – Felicity: eu tinha raiva das confusões amorosas das quais ela parecia não conseguir fugir, mas adorava seu jeito doce e seu cabelão enrolado.

7 –Joey, de “Dawson´s creek”: eu e minha amiga Ana Paula passávamos o intervalo das aulas da faculdade discutindo os últimos acontecimentos do seriado como se fossem pessoas conhecidas nossa. Principalmente com quem a Joey deveria ficar.

8 – Lorelai, de “Gilmore girls”: uma mãe descolada, engraçada, animada, linda e que apóia sua filha hiper-estudiosa.

9 – Rachel, Phoebe e Monica, de “Friends”: tem como não torcer pelas personagens do seriado mais engraçado e fofo de todos os tempos?

10 – Punky, de “Punky, a levada da breca”: quando eu era criança, queria ser a Punky. Sem a história trágica de menina abandonada pelos pais.