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“Matéria escura”

A capa do livro chama muita atenção: um laranja quase neon, com uma moderna tipografia. Comigo não vale a máxima de não julgar um livro pela capa. Eu adoro capas bonitas e interessantes.

Eu estava ainda na alucinação após ter visto o filme “A chegada” e muito interessada em assuntos de física, tempo, espaço, universo. A proposta de “Matéria escura”, de Blake Crouch, encaixava-se perfeitamente em meu estado de ânimo, tanto que pulou na frente de dezenas de livros que aguardam em minha livraria particular (como gosto de chamar minhas pilhas de livros novos ainda por ler).

Foto materia escura

O livro tem premissas interessantes e questões de física quântica, que, para uma leiga, foram apresentadas de forma bastante convincente. Jason Dessen é um professor universitário de física, muito feliz com sua vida familiar (uma mulher e um filho), porém não totalmente satisfeito no campo profissional. Ele era um físico brilhante que teve de abandonar as pesquisas para se dedicar a ser um bom pai e marido.

Em um dia qualquer, ele é sequestrado e drogado. Colocado em uma caixa escura. Ao acordar, o protagonista parece estar em um mundo parecido com o seu, mas com elementos importantes totalmente diferentes. Não é casado, não tem filho e é um profissional renomado em sua área.

Jason não sabe mais o que é realidade, o que foi sonhado, qual sua verdadeira vida… Bastante angustiante, não?

A trama é bem veloz e com inimaginadas reviravoltas – com exceção de um fato importante, que saquei logo no começo. O que me incomodou foi eu perceber que a história é claramente um roteiro para um futuro filme. Não que livros não possam viram filmes – veja a maravilha que são os filmes do Harry Potter e do Senhor dos anéis. Só que quando a trama está mais preocupada em funcionar num filme do que ser uma boa leitura, eu implico.

E você não tiver este tipo de implicância, será uma leitura bastante divertida.

Mentir até quando?

De vez em quando eu encontro umas boas surpresas no Netflix ou na Apple TV e me pergunto por que tal filme não teve maior bilheteria ou repercussão quando estreou no cinema, ao passo que umas belas porcarias ganham tamanho destaque…

Uma dessas boas descobertas foi “A grande mentira”, com as excelente atrizes Helen Mirren e Jessica Chastain (há protagonistas masculinos, mas elas dominam a tela).

grandemetira

Três agentes da Mossad são destacados para capturar um nazista na Berlim dos anos 60. O plano termina com o assassinato do criminoso e os agentes são condecorados pelo sucesso da missão. Trinta anos depois, surgem dúvidas se a captura foi realmente exitosa…

O que me surpreendeu é que a história mistura romance, suspense, ação, questões de cunho moral… Além de ser original! Se não fosse o final que eu achei um pouco forçado, o filme seria 10 estrelas.

“Isso também vai passar”

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(foto por Júlia A. O.)

“Você não vai gostar da personagem principal, nem da história, mas este livro é muito bom”.

Curiosa a recomendação que minha mãe me deu ao emprestar o livro “Isso também vai passar”, da espanhola Milena Busquets.

E é a descrição mais acertada possível.

Eu não gostei muito da personagem principal, que, aos quarenta anos, perde sua mãe. Seu jeito de lidar com o luto é com muito sexo. Blanca é irresponsável, ama os filhos porém não cuida muito bem deles, não trabalha, age como se adolescente ainda fosse.

Tampouco me apaixonei pela história desse período da vida dela em que ela passa férias em Cadaqués, para tentar aprender a viver sem sua mãe, pessoa central em sua existência, para o bem e para o mal.

Ainda assim: que livro bom!

Se as atitudes de Blanca me irritam em geral, suas reflexões sobre a perda da genitora são tão tocantes… Falam tão alto a alguém como eu, para quem o assunto “maternidade” tem sido tão pensado, repensado e vivido…

O trecho que transcrevi uns dias atrás foi de especial impacto: eu percebi o quanto me reconheço no olhar da minha mãe, acreditando ser algo que estará sempre lá. Assim como eu tenho um olhar único para minha filha, que espero ser para ela tão reconfortante quanto o que eu recebo.

Um livro que comove.

Feliz aniversário de 4 anos, blog!

Blog, parabéns por seus quatros anos!!!

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Como eu já sabia que hoje seria MUITO corrido, a festinha do blog aconteceu ontem, com direito a cupcake e compra de três livros. Minha resolução de comprar menos livros deve ceder frente a um presente de aniversário, vocês não acham?
Por acaso, foi ontem também que uma amiga (obrigada, ) me doou um livro do Jostein Gaarder, que eu adoro e que há anos não leio.
Festa antecipada, sim, mas digna desse espaço tão meu e ao mesmo tempo tão do mundo.
Como um filho.

Férias, aniversário, rotina

Sair de férias é a melhor parte do ano. Junto com o meu aniversário, o aniversário dos meus mais queridos, o Natal e a Páscoa. Também adoro os feriados. E festa junina. E finais de semana.

Acho que gosto da maior parte do ano.

Agosto é que tende a ser chato. Não tem feriado, nem data comemorativa. O que salva é o aniversário do meu irmão e de uma amiga que adoro, mas que quase nunca comemora. Também é de um amigão, só que ele mora em outro país.

E por que estou pensando em agosto?

É que este julho até agora foi TÃO bom, tão cheio de experiências, risos, abraços, novidades, que eu estou um tiquinho triste de as férias terem terminado.

Gosto muito do meu trabalho, mas nada se compara a férias bem aproveitadas.

Como eu praticamente emendei dois períodos de férias extremamente gostosos, diria que perdi a prática da rotina. Isso vindo de uma pessoa que adora rotina!

Vamos que vamos.

Amanhã é aniversário da minha princesa e o dia será especial. Para lá de especial. Dia de agradecer pelo presente mais valioso que já ganhei.

Nada de ter medo de agosto, Júlia, porque julho ainda tem dezenas de bons frutos a dar.

Inferno astral

Não sou muito supersticiosa, mas acredito em inferno astral. Naqueles dias terríveis antes do seu aniversário, que evaporam tão logo chega o dia de celebrar seu nascimento.

Eu crente que ia passar ilesa neste ano. Meu aniversário logo ali, na esquina. E eu livre das chatices! Não adianta comemorar antes do tempo. O inferno astral veio nos 45 do segundo tempo.

Filha com virose. Jantar de comemoração com o marido cancelado. Trabalhar à noite. Mau humor matinal. Pilhas de roupas acumuladas que eu nem vi.

Por outro lado, o inferno astral foi equilibrado por um engraçadíssimo encontro com minhas amigas, descobrir que minha tese está sendo estudada por outros (achei que ninguém nunca tinha lido!), assistir a mais um capítulo de um seriado com meu marido (ah! A alegria de quem não tem tempo livre!), ser informada de uma linda gravidez de gêmeos de uma pessoa que será ótima mãe e uma boa massagem.

Além do meu aniversário, que logo está aí. E, como vocês sabem, eu adoro fazer aniversário!