biografia

“A invenção da solidão”

Eu era louca para ler algo de Paul Auster; a oportunidade é que sempre me escapava. Até minha super amiga Yoon me presentear com “A invenção de solidão”, com uma linda capa da edição de aniversário norte-americana.

A obra é composta de duas partes: “Retrato de um home invisível”, em que, a partir da notícia da morte de seu pai, Auster tenta compreender o homem e “O livro da memória”, na qual examina seu papel como pai de seu filho Daniel.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

A primeira parte é fabulosa. São parágrafos curtos, com lembranças, questionamentos, suposições, realizações sobre um pai distante, fechado, quase impossível de se conhecer. O que me tocou muito foram algumas observações sobre a morte, que me fizeram relembrar certos pensamentos que me assaltaram quando minha avó nos deixou. Contrariamente ao pai de Auster, minha vó era presente e nada contida, mas a morte tem a força de equiparar tantas coisas…

Já a segunda parte não me disse nada. Nem parecia que era o mesmo escritor. Como eu podia gostar tanto de metade do livro e não me importar com a segunda?

O livro funcionou como uma incrível introdução ao famoso escritor da literatura americana contemporânea. Mal posso esperar pela minha próxima oportunidade de reencontrar Paul Auster.

A mulher mais famosa do mundo

Lady Di.

Acho que não tem quem não a conheça. Porque, coitada, foi tão, mas tão perseguida por paparazzi, que essa fixação insana provocou/contribuiu para o acidente fatal.

dianaReconstituindo os dois anos anteriores a sua morte, Naomi Watts é Lady Di no filme “Diana”. Dentro todas as facetas da “princesa do povo”, citado filme opta por retratar seu romance com o médico paquistanês Hasnat, que teria sido seu grande amor.

É uma história válida e um filme bem caracterizado. Não chega a ser como a Rainha de Helen Mirren, ou Meryl Streep como Margaret Tatcher, mas Naomi se esforça.

O problema todo é que as pessoas querem ver Diana em toda sua complexidade e não é isso que é entregue. Um bom filme se você não esperar ver retratada a Diana humanitária, a Diana que luta contra as regras da monarquia, a Diana como princesa, a Diana mãe…

Como bem destacou meu marido, o enfoque do filme é aquele preferido dos tabloides; o do romance secreto. E nisso me parece que o resultado é interessante.

Q.I alto x Q. E. baixo

 

Que alegria ir ao cinema depois mais de 2 meses afastada!

Eu estava super animada para sair de casa. Agradeço à babá querida que cuidou da pequena e ao marido que deixou eu escolher o filme (coisa que ele já normalmente faz) e que não ligou para minha cara horrível de sono enquanto todo mundo estava arrumadinho para sair num sábado à noite.

Fonte 1

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Assistimos a “Jobs”, que conta a trajetória de Steve Jobs da empresa na garagem do pai até o império que se tornou a Apple. A história não é grandes coisas, mas a animação de sair de casa era tanta que gostei do filme.

Como a maioria dos gênios, Steve tem uma mente criativa e visionária – e também dificuldade de se relacionar com os demais integrantes da espécie humana. Não simpatizei com o cara; achei incrível o senso de oportunidade, esforço e visão de Jobs. São essas pessoas fora da curva que fazem o impossível tornar-se concreto.

“Uma vida inventada”

Surpreendentemente delicioso! Quem diria que a Maitê Proença escreve de modo tão envolvente?

Não sou muito noveleira, então não conheço muito da carreira artística da Maitê. Sei que ela é muito, muito bonita, uma atriz mediana, maluquete e um tantinho antipática. O que eu não sabia é que por trás da persona pública, há alguém que sofreu horrores e que tem a coragem de expor o drama de ter um pai que mata sua mãe e ainda assim não o rejeitar.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Em “Uma vida inventada – memórias trocadas e outras histórias”, a atriz conta, sem ordem cronológica ou racional, casos de sua vida, amores, viagens, experiências e, como eu disse, bravamente, sua relação com a mãe e o pai, antes e depois do crime.

Muitas histórias transitam entre a fantasia e a realidade, sem estar muito claro onde fica o limite. Isso é muito da graça do livro, não levar tão a sério como biografia e sim um relato de alguém incomum.

Eu não curto muito livro de contos ou biografia e adorei o livro, só para comprovar a qualidade de Maitê de encantar o leitor.

Ainda é cedo

Eu relutei para entrar na adolescência – queria ser criança por mais tempo. Muito mais divertido brincar, levar lancheira na escola e usar roupa da Pakalolo do que cumprimentar as amigas com dois beijinhos, ter que mudar o guarda-roupa e fazer pose. Só que o tempo não para e percebi que não adiantava lutar contra os novos tempos.

Adorava New Kids on the Block e outras bregueiras da época. Senti-me muito adulta quando passei a gostar de Nirvana. O rock nacional resumia-se a poucas músicas dos Titãs. Demorei para conhecer o que de muito bom o rock de Brasília tinha a oferecer. Só com meus 16 anos fui saber como Legião Urbana era bom. Extremamente bom.

O desencontro fez com que eu começasse a gostar das músicas da banda justamente quando o Renato Russo morreu. Bad timing. Pelo menos o Legião foi constantemente tocado e cantado nos luaus na praia e eu pude viver esse mito do nosso rock.

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Com empolgação maior do que eu imaginava ter, assisti ao filme “Somos tão jovens”, que traça a juventude de Renato Manfredini Junior (o Renato Russo) e o começo de sua carreira musical, primeiro com o Aborto Elétrico e depois com o Legião Urbana.

Thiago Mendonça está perfeito no papel, com a voz grave de Renato e, o que eu imagino, todas as crises, reflexões, processos criativos e doces loucuras que os gênios experimentam. Ah, sim, ouso dizer que se trata de um gênio – não ao estilo de um Leonardo da Vinci, mas um gênio do rock!

O filme é muito bom. Confesso, entretanto, que não sei afirmar se alguém que não goste da banda vai gostar. Assisti como se fosse a um show da banda e por isso minha percepção está inegavelmente afetada. Assistam e depois me contem se o filme também agrada a quem não é fã.

Feio que pegava geral

Serge Gainsbourg era feio de dar dó. E um músico talento (o que reconheço, apesar de suas músicas não serem de meu agrado). Tudo isso se somou numa fórmula altamente sedutora para as mocinhas francesas (e de outras nacionalidades também) que se relacionaram com o cantor. De Brigitte Bardot a Jane Birkin, ele aprontou o que quis.

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O filme “Serge Gainsbourg – o homem que amava as mulheres” acompanha Serge (nascido Lucien) desde sua infância afetada pela ocupação nazista (ele vinha de uma família de imigrantes russos judeus) até alcançar o sucesso profissional e bem aproveitá-la. Permeada pelo vício em álcool, cigarro e mulheres, a película mostra alguém fora dos padrões, provocador, auto-destrutivo.

Posso até não gostar de como ele conduziu sua vida, mas a condução do filme é muito interessante.

O homem e a mulher por trás de “Psicose”

Eu nunca assisti a um filme de Alfred Hitchcock – e pretendo logo desfazer essa falha! Ao assistir “Hitchcock”, fiquei curiosíssima para conhecer algumas das obras do chamado “gênio do suspense”.

Ao 60 anos, Hitchcock era um cineasta famoso e de prestígio internacional. E como todo bom artista, sente-se deprimido e sem rumo sem um novo projeto no qual se jogar com toda sede e obsessão que o caracteriza. Até encontrar o livro “Psicose”, que narra a trajetória do serial killer Ed Gein.

 

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O mais interessante do filme é conhecer não somente as peculiaridades de Hitchcock, mas também sua relação e a influência que sua esposa, Alma Reville, teve em suas criações cinematográficas.

Anthony Hopkins e Helen Mirren estão fabulosos nos papéis principais! E o filme é tão bacana que não sei como não recebeu mais indicações ao Oscar…