comedia

É bom ser jovem?

Eu torço o nariz para o Ben Stiller, você sabem! Minha implicância, no entanto, não me impede de reconhecer que ele faz algumas escolhas muito acertadas no meio do batalhão de comédias semi-ignorantes: “A vida secreta de Walter Mitty” é um que eu adoro. E Ben Stiller acerta de novo em “Enquanto somos jovens”, ao lado da sempre ótima Naomi Watts.

Eles são um casal de 40 e poucos anos que não teve filhos e que leva uma vida de aparente contentamento. Nem todos os sonhos de Cornelia e Josh foram realizados, mas a vida é confortável e previsível. Até se tornarem amigos de um casal de 20 e pouco. Jamie e Darby são livres, muito animados e amantes de itens retrô. Os típicos hipsters. Essa amizade coloca um novo tempero na vida do casal mais velho, que volta a se divertir e experimentar coisas novas.

“Como é bom voltar a ser jovem!” é a primeira impressão.

enquanto somos jovens

O comportamento de Jamie, no início tão acolhedor e espontâneo, começa a dar sinais de que talvez não seja ele assim tão bacana e sem segundas intenções. O “viver como jovem” aos quarenta também não é tão divertido assim quando você perde o contato com os amigos de sua idade e deixa de levar em conta o lado bom e ruim de amadurecer.

É uma comédia que fez meu eu de 30 e poucos anos (quase indo para 30 e muitos) rir um pouco e refletir bastante, já que não estou mais na ala dos super jovens e ainda não cheguei na turma dos quarenta.

Amarelinhos

Em dúvida do que fazer no final de semana?

Assista o desenho animado “Minions”. Seja com criança ou na companhia de adulto, é diversão na certa. Esses seres amarelos que veneram os malvados são muito divertidos!!!

Há quem ache o filme um pouco violento para crianças pequenas – como eu fui criança nos anos 80 sem maiores traumas, com os bem violentos Pica Pau e Tom & Jerry, creio que os pequenos sabem diferenciar a violência da vida real daquelas espalhafatosas dos desenhos.

O filme é conta a história dos minions desde que eram seres de uma única célula até pouco antes de conhecerem o Gru (do filme “Meu malvado favorito”). Uma aula de história mundial, com algumas sacadas bem adultas e outras bem ao gosto infantil.

minions

Além de ser um filme que rendeu boas gargalhadas, vai ficar para sempre na minha memória com um gosto doce: a primeira vez que levamos nossa filha ao cinema!

Meu marido botava fé que ela iria aguentar a sessão inteira; eu apostei em 20 minutos. Perdi. Ela ficou vidrada na telona. Isso só foi possível, porém, com o apoio de pipoca (muita), leite, pular de um colo para outro e de volta para seu assento e muda de novo… O fofo foi que nas cenas bem agitadas ela dava risada. Que gostoso ouvir isso. Espero que ela também tenha gostado de ouvir nossas risadas. Que não foram poucas 🙂

Hugh Grant ainda convence como galã (pelo menos para mim!)

O estado de espírito influencia muito a experiência. Já falei disso aqui no blog em mais de uma ocasião e continuo colhendo exemplos…

Dessa vez foi com o filme “Virando a página”, com Hugh Grant e Marisa Tomei. Comédia romântica norte-americana não é meu forte. Em regra. Se os astros se alinharem, a história não for 100% clichê, os atores forem bons e o humor estiver afável, meu sorriso cúmplice aparecerá durante o filme.

virando a pagina

Eu estava justamente neste clima e curti bastante a história do roteirista cujo sucesso ficou no passado e, para pagar as contas, aceita o emprego de professor de uma universidade mediana em uma cidadezinha. Você já sabe o que vai acontecer. Romance, redenção, erros transformados em aprendizado. Nada inovador, não discuto. E, ainda assim, muito gostoso de se assistir em razão do charme de Hugh Grant e uma predisposição a achar a trama uma boa distração.

Keira canta

Uma das coisas que mais me impressionam nos atores de Hollywood é que eles não só atuam, como cantam, dançam e tem todas essas habilidades artísticas que te surpreendem quando você vê, por exemplo, o Russel Crowe – o gladiador! – cantando super bem em “Os miseráveis”.

mesmo se nadaQuem me deixou pasma recentemente foi a Keira Knightley como cantora em “Mesmo se nada der certo”. Ela é uma compositora que se encontra sem chão quando o namorado, também cantor e compositor, a abandona depois de eles se mudarem da Inglaterra para Nova York. Sem saber qual novo rumo dar a sua vida, Greta é descoberta por um produtor musical. Ele já fez muito sucesso e agora amarga com o afastamento da empresa em virtude de suas atitudes destrutivas. Duas pessoas que caíram e que podem se levantar, apostando um no outro.

Recheada de músicas deliciosas, a comédia romântica proporciona um daqueles momentos gostosos como comer uma mousse de chocolate, saboreando devagar cada colherada. Se o chato do Mark Ruffalo fosse substituído por outro ator, o filme seria ainda mais aprazível!

Tentei encontrar o cd aqui no Brasil e saí frustrada. Comprei pela Amazon e não sei bem por que cancelaram minha venda. Acho que terei de me render a comprar a música (se tiver) no iTunes. Pobre de mim que quero ser antiga e ter um cd!

Tarde demais?

Existe isso de ser tarde demais para mudar?

Al Pacino nos prova mais uma vez porque é um ator alçado ao Olimpo de Hollywood no filme “Não olhe para trás”. Se eu falasse palavrão, diria que ele é f***, mas como sou phyna, digo que ele é MUITO BOM – EXCELENTE – MARAVILHOSO.

danny collins

O personagem central é Danny Collins, um cantor que não compõe nada novo há 30 anos. Ele vive dos sucessos do passado, com uma animada base de fãs de velhinhas. A vida segue seu curso: noitadas regadas a drogas e bebida, uma noiva com metade de sua idade, desânimo e frustração por cantar sempre as mesmas canções…

Até que ele ganha de presente de seu único amigo verdadeiro uma carta que John Lennon teria escrito no início da carreira de Danny. A correspondência nunca chegou a suas mãos. No entanto, mesmo com décadas de atraso, as palavras de Lenno o comovem de tal forma que Danny decide se reinventar.

Sai de sua mansão. Tenta compor músicas novas. Interessa-se por alguém com uma idade bem mais próxima da dele. E, o ato mais complicado: tenta estabelecer uma relação com seu filho, adulto, com quem ele nunca conviveu.

Com toda razão, o filho não quer saber do roqueiro decadente, cafona e que lhe abandonou. Também quer proteger sua esposa grávida e sua filhinha hiper-ativa de qualquer contato com aquele que pode vir a novamente decepcioná-los.

Só que Danny é insistente. E é aquele tipo de pessoa ridícula que nos faz rir porque ela própria não se leva tão a sério assim. Além disso, tem um belo coração escondido no meio de tantas atitudes equivocadas.

O filme é ótimo e não se deixa levar por nenhum dos clichês que se poderia esperar de um drama familiar e de reinvenção. Vale todos os reais do ingresso do cinema.

MYFrenchFilmFestival

Corram! Até o próximo dia 16/02 está disponível o site MyFrechFilmFestival, que te permite assistir pela internet 10 longas e 10 curta-metragens.

De início, alerto que a qualidade da imagem fica prejudicada pela lentidão da internet brasileira. Ainda assim, é talvez a chance única de conhecer algum dos títulos lá disponibilizados.

O primeiro que assisti foi “Respira”, dirigido pela charmosa atriz Mélanie Laurent (mais conhecida pelo filme “Bastardos Inglórios”). O título não podia ser melhor: a personagem principal tem problema de asma e o espectador também começa a sofrer um certo incômodo respiratório conforme o filme se aproxima do final. Charlie é uma adolescente em uma cidadezinha francesa que tem seu mundo revirado com a chegada de uma nova aluna, Sarah. Sarah é sensual, descolada, envolvente. Faz de Charlie sua melhor amiga, a envolve em jogos mentais sem que a ingênua Charlie perceba a arapuca na qual está caindo. Então Charlie descobre a verdade que Sarah tanto esconde e a linda amizade não é mais tão linda assim.

Meu problema com personagens adolescentes é que em geral eu quero torcê-los pelo pescoço. É prepotência, é falta de amor próprio, é a necessidade do grupo, é a paixão que cega, é a dificuldade de se impor ou a necessidade de se destacar a qualquer custo, é a aceitação de amizades tóxicas… Não que adultos estejam livres desses “perigos”, mas em geral a gente consegue superar a maior parte deles, ao passo que a vida dos adolescentes revolve em torno disso. E aí entra minha vontade de bater naqueles que são bacanas e se deixam levar por escolhas ou pessoas ruins.

Não vou dizer que adorei o filme, mas vou aplaudir a diretora por um final inesperado e que me deixou incomodada.

Num tom bem mais leve, “As moças”, de Mona Achache, é uma mistura “Sex and the city” com “Os homens são de marte…e e para lá que vou”. A história já batia da moça de trinta que se vê solteira, arruma um grupo novo de amigas para se divertir e conhece caras com validade de uma noite. Um repeteco do que já se viu por aí e ainda assim engraçado para quem se identifica ou reconhece uma amiga naquela situação.

Por fim, escolhi o curta “Shadow”, ambientado em Taipei, sobre um rapaz que trabalha com teatro de sombras e se apaixona por uma moça que vê passar na rua. O desenrolar da trama é bem maluco e não posso afirmar que tenha entendido a “moral” da história. Talvez não exista, seja somente uma ideia doida que o diretor Lorenzo Recio quis passar para a tela.

O curioso é que não importa a temática: nos filmes franceses se fuma MUITO.

Favor excluir cenas de pastelão

sera queO coitado do ator Daniel Radcliffe vai ter de atuar em muitos filmes para que eu deixe de o perceber como Harry Potter. No filme “Será que?”, com Zoe Kazan, eu fiz um esforço imenso para me desapegar da imagem que tenho dele. Após o esforço, é possível acreditar nele como um cara (Wallace) que está superando um difícil término de relacionamento e que conhece uma garota que lhe atrai, para descobri em seguida que ela é comprometida. Eles, no entanto, decidem se tornar amigos, já que tinham tantas conversas boas. Como era de se esperar em uma comédia romântica, Wallace não tinha a intenção de ser “somente amigos” e esconde seus sentimentos em prol da convivência com Chantry.

O filme tem altos e baixos. A dupla principal é fofa e divertida. Os diálogos são ágeis. O problema são as cenas de humor pastelão, que estragam o clima. Não há a menor necessidade em cair pela janela, derrubar a menina da escada… Que bobagem irritante! Depois que passava minha raiva, o filme voltava a ficar agradável e ressurgia o sentimento de “será que eles vão ficar juntos?”, que é a graça deste tipo de filme. Até a próxima cena forçada, que fazia com que todo esse ciclo se reiniciasse.