comedia

Woody médio

Como vocês sabem, em AMO os filmes do Woody Allen (e não o próprio, que é esquisito demais para meu gosto).

Como ele escreve e dirige um filme praticamente todo ano, nem sempre ele acerta. E “Magia ao luar” é dessa leva fraca. E olha que tem o Colin Firth no papel principal!!

magia ao luarEle é um mágico que, além de famoso, desvenda médiuns trapaceiros. Dada sua reputação, é convocado por um amigo para ajudar uma rica família inglesa que está sendo enganada por uma bonita e jovem americana (Emma Stone). Ela é surpreendente nas suas previsões e visões, o que torna complicado o trabalho do mágico.

Os cenários do filme são espetaculares (Provence, na França). Já a história é simples demais, arrastada demais, com poucas tiradas hilárias que são a marca do cineasta. Não chega a ser um filme ruim, mas também não empolga.

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Quando não tem erro

Eu SABIA que iria gostar do filme. Só não sabia que iria AMAR o filme.

Li bem pouco sobre “O grande hotel Budapeste” antes de assisti-lo. Bastou ver fotografias de cenas, descobrir que o diretor era Wes Anderson (de “Moonrise kingdom“) e que tinha o Ralph Fiennes no elenco.

Já no comecinho da história, depois de me conformar com o fato de que havia uma pessoa muito cabeçuda na minha frente, os tons pastéis da filmagem já me fizeram suspirar. É um visual para lá de maravilhoso. Então entram diversos ótimos atores, em papéis pequenos, mas significativos, como Tilda Swinton como uma velhinha milionária e decrépita. Acrescente-se uma história talvez um pouco batida, mas contada de forma tão espetacular que você nem liga para isso. E, por fim, uma mistura de personagens que logo te conquistam, principalmente os que se tornam melhores amigos: o garoto que trabalha no lobby e o gerente do hotel.

Foto tirada do site cinema e muito mais

Foto tirada do site cinema e muito mais

Ah, e a história? No outrora fabuloso Grande Hotel Budapeste, em um país europeu fictício, um escritor recupera-se de uma doença. Sua curiosidade é atiçada quando o dono do hotel aparece e resolve contar como veio a ser o proprietário desta linda propriedade. Conhecemos, então, o competente gerente Gustave e o novo “lobby boy” Zero , como o primeiro se envolveu numa confusão pela herança de uma das ricaças que era sua amante, como o segundo o ajudou a sair dessa enrascada e o bando de outras pessoas interessantes, interesseiras e interessadas que cruzou o caminho dos dois.

Posso falar de novo que amei esse filme?

Aproveitar o cada dia

De vez em quando surge uma comédia romântica que ao invés de me irritar com os clichês, faz brotar um sorrisinho bobo nos meus lábios. “Questão de tempo” é do segundo time. Filme gracinha, no qual a “lição de vida” funciona para fazer você pensar ao invés de virar os olhos para cima.

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O “muito alto, muito magro e muito ruivo” Tim recebe uma notícia bombástica de seu pai ao completar 21 anos: os homens da família conseguem viajar no tempo. Não para qualquer época, mas sim para eventos dos quais ele próprio tenha participado. Uma vez confirmada a veracidade do que o pai lhe contou, Tim decide que vai usar o “poder” para arrumar uma namorada.

O resultado é divertido e romântico. E te deixa de bem com a vida.

Zeladores portugueses em Paris

Quando nós moramos em Paris, achamos graça que a zeladora do nosso prédio era portuguesa (o que facilitava a comunicação!). Até que descobrimos que é comum que portugueses sejam zeladores de prédios na cidade-Luz. Isso porque, se de um lado eles são trabalhadores comprometidos e dedicados, para eles é uma chance de conseguir dinheiro para, na época da aposentadoria, comprar a tão-sonhada casa em Portugal.

São centenas de portugueses que dedicam suas vidas inteiras a servir aos moradores franceses, na esperança de passar o fim de suas vidas na terrinha. Tal é a extensão do fenômeno, que quando um deles volta ao país natal ou tira férias, já indica um conhecido português para ocupar sua vaga.

gaiola dourada

É essa a realidade retratada em “A gaiola dourada”, uma produção franco-portuguesa. O casal Maria e Zé trabalham de sol a sol para fugir da crise de seu país e juntar dinheiro. Não esperavam ganhar uma herança e ver o sonho de voltar à Portugal ricos tão próxima. O problema é que seus filhos foram criados em Paris e são muito mais franceses que portugueses. Além disso, a notícia se espalha e tanto os moradores do prédio, dependentes da dedicação de Maria, como o empregador de José farão de tudo para que eles não deixem o local.

O filme tem clichês e momentos forçados, mas proporciona boas risadas com a mistura do linguajar francês e português, assim como foi para nós uma espiada na vida de alguns zeladores portugueses com os quais cruzamos na nossa estada parisiense.

11 homens viram 7 e uma missão

Poxa, George Clooney, dessa vez você pisou na bola… Pegou uma história muito curiosa e de relevância e a transformou em um filme bobinho demais!!

Quando vi o trailer de “Caçadores de obra-primas”, mal podia esperar pelo lançamento. George Clooney, Matt Damon e Cate Blanchett dividindo a tela? Retratando um grupo que, no final da 2 Guerra Mundial, fez um trabalho heróico de resgatar obras de arte que os nazistas haviam roubado e pretendiam ou queimar ou manter no futuro museu de Hitler? Sim, sim, quero ver já!

Fonte: celebridades/uol.com.br

Fonte: celebridades/uol.com.br

Pena que todos os talentos e ideias interessantes não corresponderam a 2 horas de bom entretenimento. A direção se perde, o filme não é nem comédia, nem drama, nem história, nem documentário… Nem sei classificá-lo! Os atores são mal aproveitados em diálogos e situações bobas… Que decepção!

Parece o filme “11 homens e um segredo” piorado.

Vergonha alheia em “Girls”

Os dez anos de diferença que me separam das personagens não serviu empecilho à curiosidade em conhecer de um dos seriados mais falados do momento – “Girls”.

Lena Dunham subverteu o modelito vigente ao escrever e interpretar uma garota de 24 anos, com um rosto simplório, roupas que não caem bem, um corpo fora dos padrões, auto-estima periclitante, mimada, sem rumo em uma Nova York desde que seus pais cortaram sua mesada, má escolhas no amor.

Neste cenário do que seria a vida real de uma parcela das jovens na Big Apple, fazem parte da turma de Hannah, Marnie, bonita e a mais séria de todas; Jessa, sensual, viajada e não tão segura quanto parece e Shoshanna, a prima mais nova de Jessa, bobinha e desesperada por arranjar amigos/namorado.

Lena não tem vergonha de mostrar na tela seu corpo nu imperfeito (e normal!) e situações para lá de embaraçosas. Você sente muita vergonha alheia… Ela não está nem aí, quer mostar na televisão o que seria a vida sem glamour e sem grana de moças reais.

girls vergonha

Nos primeiros capítulos eu não gostei da série. O acúmulo de más escolhas começou a me incomodar. Depois fui lembrando de mim e das minhas amiga no começo dos 20 anos e me surpreendi ao perceber que fizemos alguns erros bem parecidos… Então dei uma trégua às meninas, já que é fácil a gente julgar depois de já passado pela experiência e aprendido com ela.

No final da primeira temporada voltei a implicar com o quarteto e terminei sem ter decidido se vou assistir a mais uma. O que vocês acham?

Ai que fome!

Minha primeira recomendação é: não assista se estiver com fome. Ela só vai piorar, você vai correr para sua cozinha e pode acontecer de só encontrar uma torrada e requeijão, para seu desespero!! Fato verídico vivenciado por esta que vos escreve.

“Os sabores do palácio” é um delicioso (nos dois sentidos) filme francês, baseado na experiência de uma chef de cozinha a cargo da cozinha pessoal do Presidente da França por um par de anos. Única mulher em um ambiente masculino e hostil (os rapazes da cozinha central morrem de cúmes), Hortense (Catherine Frot) defendia uma culinária caseira, sem fru-frus inúteis, o que vai ao encontro do gosto do Presidente a quem servia.

sabores palacios

É interessantíssimo ver e imaginar a destreza que alguém precisa para elaborar um cardápio diferente a cada dia, com poucas horas de antecedência, para um número de pessoas que variava a cada dia. Um feito heróico ao olhos de quem não tem intimidade com a cozinha, como eu.

E que delícia ver a combinação de sabores, cores, tudo fresco, de produtores artesanais… Acho que passei 1/3 do filme salivando…!!!