documentário

A primeira infância

Um lenço de papel, uma toalha ou um balde, a depender do seu nível de “chorabilidade”.

No meu atual modelo para lá de sensível, nem o balde daria conta da corrente de lágrimas que inundou minha sala nos primeiros minutos do documentário brasileiro “O começo da vida”. Ao ponto do meu marido, que lida bem com meu chororô, ter perguntado se eu gostaria de assistir a outra coisa…!

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A linguagem do documentário é propositadamente emocional, para atingir a todo o tipo de público, não só aquele mais acostumado a argumentos mais complexos. O propósito é despertar em todos – cidadãos, empresas, políticos – a noção da imprescindibilidade do cuidado com a primeira infância como forma de construir a história humana com menos violência e mais “sucesso”.

O documentário é muito bem montado, com participação de famílias de diferentes países e configurações a estudiosos do tema (até prêmio Nobel). E destaca como o amor e o cuidado diário são as bases de formação de qualquer ser humano.

O discurso vai ao encontro do que eu acredito, ainda que nem todo dia eu consiga fazer as escolhas mais acertadas em relação a minha filha.  O importante é que carinho nunca é demais (assim como penso que colocar limites e dizer não é dar carinho).

Não sei qual seria minha percepção se eu não fosse mãe. Acredito que me emocionaria do mesmo jeito (com uma menor quantidade de lágrimas). Torço para que a mensagem do documentário de cuidar do “começo da vida” para que nossa história seja feliz atinja positivamente milhões de pessoas.

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Crise financeira de 2008

No meu carnaval de filmes temáticos – nada relacionado a samba! – assisti a dois filmes sobre a crise financeira de 2008: “Wall Street – o dinheiro nunca dorme” e “Trabalho interno”.

Fonte 1

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O primeiro, a continuação da famosa ficção de 1987, narra a saída de Gordon Gekko da prisão. Após seu passado de fraudes financeiras, Gekko quer se reaproximar de sua filha. Para tanto, faz-se de amigo do namorado desta (Jacob), operador do mercado de ações que quer se vingar de um grande investidor que, com suas artimanhas, obrigou o chefe de Jacob vender sua empresa por um valor ínfimo.

Não gostei. Os personagens são superficiais e lhes falta nuances. De um maniqueísmo só.

Fonte 1

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Já o documentário “Trabalho interno”, de Charles H. Ferguson é excelente. Acompanha as práticas bancárias que levaram à crise financeira global e à falência da Islândia. Mesmo não entendendo de finanças e mercados de ação, o espectador vai percebendo que não tinha como não dar no que deu: a bolha iria estourar mais cedo ou mais tarde. E os “culpados” dificilmente sofreriam as conseqüências de seus atos. Porque não é um, dois ou meia dúzia de culpados. É um sistema inteiro. Ao final do filme, quase decidi guardar meu dinheiro embaixo do colchão…