estrangeiro

“The wheel of darkness”

Pegar uma série no meio não é uma boa ideia porque muito do personagem já foi construído nos livros anteriores e você pode ou perder algo de importante no enredo ou não estar ainda “apegado”, o que te faz um leitor mais crítico e menos permissivo.

The wheel of darkness“The wheel of darkness” é o oitavo livro da série do agente Pendergast e sua..hum..escudeira?…Constance Greene. Enquanto estudam meditação no Tibete, fugidos de tragédias pessoais, um artefato é subtraído do monastério em que estão hospedados. Os monges pedem aos dois que recuperem tal objeto, que coloca em risco toda a humanidade.

Muitos elementos interessantes estão na trama: a curiosa vida neste monastério afastado, lendas apocalípticas, perseguição em várias cidades. Só que no fim, fiquei com a sensação de que os autores Preston e Child jogaram tantos ingredientes na mesma panela, que o prato final não agrada. Um mix exagerado e personagens aos quais não me afeiçoei.

Será que os primeiros livros da série são melhores? Alguém já leu?

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“Shakespeare´s counselor”

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

 

Vocês já sabem que eu a-d-o-r-o a série da Charlaine Harris centrada na telepata Sookie Stackhouse. O que talvez não saibam é que a americana Charlaine também tem outras séries igualmente viciantes. A Sookie permanece minha preferida, mas há espaço para a Harper e para a Lily Bard.

Esta última é uma moça durona que passou por poucas e boas antes de se mudar para a cidadezinha de Shakespeare (reparem na gracinha que a escritora faz: a cidade chama-se Shakespeare e o sobrenome da personagem é “Bard” – “bardo”, outro nome de Shakespeare).

A série é composta de 6 livros e aparentemente termina por aí. Acabei de ler o quinto, “Shakespeare´s counselor”. Lily decide encarar uma terapia em grupo para afastar seus demônios pessoais. Há pessoas para-raios de tragédia: como Lily é uma dessas, uma integrante aparece assassinada bem no dia de sua terceira sessão. Será o crime um aviso para alguém em especial?

A trama bem presa lança suspeita sobre alguns dos habitantes da cidade, com algumas pistas jogadas ali e acolá. Quem adora um romance policial, ficará tentando desvendar quem está por trás do crime. Essa é a graça deste tipo de livro, não?

O único “senão” é que não há ainda tradução para o português, o que torna a série reservada àqueles que lêem em inglês. Quem sabe não é uma desculpa para praticar?

“The particular sadness of lemon cake”

Ter expectativa é acreditar na possibilidade. A expectativa, em si mesma, não é boa ou ruim; tudo depende do resultado (é o que eu esperava?) e de como lidamos com a frustração ou com o fato de obtermos o que desejávamos.

No caso de um livro, eu tendo a criar expectativas, maiores ou menores de acordo com o que eu imaginei que a história será a partir do que li na sinopse. Quando comprei “The particular sadness of lemon cake”, caí na roubada de acreditar que seria um livro que ia amar. Afinal das contas, pela sinopse o livro parecia que iria enveredar por um caminho.

Só que a autora do livro não sou eu e a história não é minha. E a história que Aimee Bender resolveu contar não bateu com o que eu imaginei.

Ao fazer nove anos, Rose desenvolve uma aptidão incomum: consegue perceber os sentimentos da pessoa que preparou a comida. Ao morder o bolo feito por sua mãe, sempre alegre, descobre-a como um ser humano cheio de desespero. Comer torna-se uma atividade difícil, já que Rose sente o mesmo que os cozinheiros, pessoal da fábrica de comida e até mesmo quem colheu os ingredientes.

O livro é incessantemente triste. Não aquela tristeza catártica, em que você chora e depois sente-se aliviada. Era uma tristeza constante, crônica, que não sai do seu sistema. E eu não sabia se a tristeza que eu sentia vinha do fato do livro ser tão bem escrito que me fazia sentir assim ou se era porque a cada página a história se distanciava ainda mais da direção que eu (presunçosamente) pretendia que a escritora tivesse tomado.

Se era para ser fantasia, faltou aprofundamento. Se era para ser uma alegoria, não a entendi. Talvez a culpa seja minha e das minhas altas expectativas.

(foto por Cristiano Cittadino Oliveira)

 

“The Kommandant´s girl”

“The Kommandant´s girl” tem quase todos os ingredientes que eu adoro: uma personagem principal de caráter eminentemente bom, cenário da II Guerra Mundial, romance, suspense, situações que me fazem perguntar “o que eu faria no lugar dela?”.

Emma é judia e se casa com Jacob pouco antes da invasão nazista na Polônia. Quando os nazistas chegam ao poder, Jacob se refugia com um grupo de resistência e Emma vai viver com uma prima católica, assumindo um novo nome, Anna.

Anna/Emma é apresentada ao Kommandant Richwalder, figurão nazista, que se encanta com a moça e a contrata como assistente. Ela passa a usar seu cargo para descobrir e repassar informações estratégicas da ocupação para o grupo de resistência.

Pam Jenoff escreve uma história muito boa. O livro não ganha nota dez, entretanto, porque uma ou outra cena não convencem e alguns diálogos são modernos demais para a época em que se passa a história.

Ainda assim, eu fortemente recomendo a leitura.

(foto por Cristiano Cittadino Oliveira)

Uma segunda chance

Blogueira inexperiente, escrevi sobre 3 livros ótimos, que li em inglês, sem me atentar para a possibilidade de já haver traduções em português, o que aumentaria o número de interessados em lê-los.

São personagens incríveis que merecem a chance de ganharem novos leitores!

Por isso, vocês vão me desculpar a repetição, mas vou falar de novo sobre eles. E em vista de serem em português, quem sabe um novo livro favorito se revela?

Gregory Maguire, como contei, apresenta lendas infantis por outros olhos: os dos personagens “malvados”. E nos faz lembrar que o viés do narrador influencia o modo como os fatos são apresentados. Em “Maligna”, a história de “O mágico de Oz” é contada pela Bruxa Má do Oeste. E “Confissões de uma irmã da Cinderela” nos traz a conhecida história da gata borralheira vista por uma de suas meia-irmãs. Ambos os livros tem um quê de estranho. E nos deixam pensativos sobre as nuances de personagens tidos como a personaficação do bem ou do mau.

 

O terceiro livro que merece uma segunda chance no blog é “A menina que não sabia ler”, de John Harding.

Dois irmãos órfãos tem um tio como tutor, mas nunca o vêem. Vivem em uma mansão na Inglaterra, sem muito o que fazer. Florence é proibida de aprender a ler, enquanto seu irmão menor, Giles, é enviado para um internato de meninos. Ao descobrir uma biblioteca na casa, Florence passa a ler às escondidas e estimular a sua fértil imaginação. Assim segue a vida até ser dada às crianças uma tutora, cuja real intenção em estar na mansão passa a ser objeto de obsessão de Florence. Coisas estranhas começam a acontecer e você não sabe se são somente fruto da cabeça de Florence…

Dá um certo medo (pelo menos em mentes sugestionáveis como a minha).

 

Dica do amigo (Cristiano)

Livro: “Einstein: his life and universe”, de Walter Isaacson – em português: “Einstein, sua vida, seu universo”

Estilo: biografia

Tema: A (conturbada) vida, background, a infância, juventude, as influências familiares, acadêmicas e ideológicas do maior cientista de todos os tempos. 

Por que vale a pena ler:  É a metade do livro mais longa que já li.  Desde setembro de 2008 tem estado rigorosamente na cabeceira, já me acompanhou em diversas viagens, já tomou sol, chuva, ou seja, grande companheiro. 

O homem era maluco, mas sua contribuição não tem precedentes.  Pelo menos até os anos 30 (momento até onde li), quando teve de deixar a Alemanha nazista, era um grande idealista que sempre buscou contribuir para o benefício da humanidade (apesar de ainda não ter chegado na parte de sua contribuição para o Manhattan Project e o desenvolvimento da bomba atômica).

“All my friends are superheroes”

Primeiramente, peço desculpas aos que não falam inglês por eu dar dicas de livros em outra língua. Eu aproveito a falta de livros traduzidos para treinar meu inglês, por isso terei muitas dicas de livros que ainda não está disponíveis em português.

Para quem sabe inglês, que vejam como uma chance de ler algo bom e ainda praticar!

Esse livro me atraiu inicialmente pela capa engraçada. O sumário também me pareceu bom. Só impliquei com o fato de ele ser tão fininho, mas vamos lá….

Andrew Kaufman cria uma historieta fantasiosa e engraçadinha onde todos os seres humanos tem superpoderes – sejam eles poderes bons ou inúteis, como “a maior beija-sapos”, menina que transforma nerds em galãs.

No dia do casamento de Tom, sua noiva (a Perfeccionista) é hipnotizada pelo ex (o Hypno) e passa a não mais enxergá-lo. Segue-se uma corrida contra o tempo para desfazer o feitiço antes que Tom perca sua amada para sempre. A tarefa não é fácil, já que Tom é o único sem superpoderes nessa brincadeira.

Romântico sem ser meloso.

(foto por Cristiano Cittadino Oliveira)