exposição

Exposição OSGEMEOS

Os irmãos grafiteiros osgemeos ultrapassaram a barreira da clandestinidade do grafite para se tornarem artistas de renome internacional. Eu ADORO seus bonecos amarelos, com uma brasilidade inegável.

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

No Galpão Fortes Vilaça (que eu não conhecia e agora fui em minha segunda exposição lá), os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo expõe o trabalho “A ópera da Lua”. A maioria das peças é inédita e há tanto desenhos que remetem à delicadeza, aos sonhos, como aquelas de crítica social. Um trabalho incrível dessa dupla que me faz sorrir toda vez que dou a sorte de encontrar um grafite pela rua antes que, infelizmente, a recente administração municipal apague.

O único porém da exposição é que, por eles serem famosos, o ambiente fica muito cheio. Eu não curto aquela multidão que te impede de ver o trabalho com calma. Eu fico tensa por não poder apreciar devagar; por estar na frente de alguém, atrapalhando sua visão; por ter todo aquele ruído que impede a contemplação detalhada. Se você puder, recomendo ir durante a semana.

Vai até 16/08.

Exposição – Polvo – Adriana Varejão

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Uma artista brasileira que descobri recentemente e que tem obras impressionantes é a Adriana Varejão. Não gosto de todo seu conjunto, mas há algumas realmente incríveis. A sua nova obra está neste patamar.

Em um espaço perdido numa rua nada atraente, está o Galpão Fortes Villaça. Lá estão expostas as caixas de tintas e os quadros que compõem “Polvo”. Inspirada em uma pesquisa do IBGE, Adriana Varejão há anos desenvolve as tintas que representam 33 tipos de cores com os quais os brasileiros se descreveram.

Explixo melhor: nesta pesquisa da década de 70, as pessoas foram perguntadas sobre qual seria sua cor. Sem o formato limitador de 5 opções (branco, negro, amarelo, vermelho e pardo), surgiram respostas criativas, como “cor firme”, “agalegada” e “meio-preta”. Intrigada com essa dificuldade de definição da cor e com a reduzida oferta de tintas “cor da pele”, Adriana desenvolveu suas próprias cores. Depois disso, em 33 retratos de si própria, fez intervenções de cores, com padrões indígenas.

O resultado não somente é bonito, como te faz questionar como é possível um povo tão miscigenado se enquadrar em somente 5 tipos de raças. Além disso, a exposição é curta e pode funcionar como o primeiro contato de uma criança (ou um bebê, como no nosso caso) com a arte.

Eu quase deixei de passar essa dica – a exposição só vai até metade de maio, então corram! Fica na Rua James Holland, 71, Barra Funda.