inglaterra

“A abadia de Northanger”

Adoto todos os filmes baseados nas obras de Jane Austen. E já havia lido “Razão e sensibilidade” para ter a certeza em minha cabeça de que a acho incrível, revolucionária para época, além de ser exatamente o tipo de história de amor que me faz suspirar. O problema é que fazia tanto tempo que eu havia lido sua obra mais famosa, que já não me recordava se havia gostado da escrita da autora inglesa…

Uma linda capa rosa me chamou a atenção. “A abadia de Northanger”. Nome promissor. “Jane Austen”. Boa! Já para minha casa!

abadia

(foto por Júlia A. O. – filtro #acolorstory)

Este livro é uma de suas primeiras obras, porém somente foi publicado décadas após ter sido escrito. Na nota explicativa no começo do livro, a própria Jane desculpa-se caso haja alguma imprecisão dado o tempo transcorrido (o que para uma pessoa do século XXI não é perceptível) e afirma desconhecer os motivos pelos quais alguém compraria os direitos de sua obra para não publicá-la de imediato.

Talvez por ser uma de suas primeiras incursões na arte de escrever um livro e ela ainda estar aprimorando sua técnica, pareceu-me que o final veio apressado, como se faltassem algumas páginas entre o clímax e o desfecho. Feita esta ressalva, a história é uma delícia de ler e o livro foi devorado em poucos dias.

Catherine é uma menina ingênua, curiosa e leitora voraz de livros góticos. É convidada a passar uma temporada em Bath, cidade que lhe apresenta diversões até então desconhecidas, como teatro e dança, assim como lhe traz novos amigos.

Convidada pelo pai de um deles a conhecer sua propriedade, a Abadia de Northanger, Catherine vibra com a ideia de desvendar mistérios em uma construção gótica semelhante àquelas que vê reproduzida nos seus amados livros.

Pena que a realidade não se igual aos livros… Os assuntos do coração, por outro lado, a farão perceber que a vida fora dos livros pode ser tão ou mais recompensadora que aquele da ficção.

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Matemática da guerra

jogo imitacaoEstou bem atrasada nos filmes do Oscar. Meu queridinho é “O grande hotel Budapeste”. E agora assisti a outro dos concorrentes que é muito, muito, muito bom: “O jogo da imitação”.

Baseado em fatos reais, Benedict Cumberbatch é Alan Turing, prodígio da matemática que foi recrutado pelo serviço de inteligência britânico para “quebrar” o código usado pelos alemães para suas principais comunicações. Como todo gênio, tinha dificuldade de relacionamento e era bem excêntrico. Para piorar o cenário de sua vida pessoal, o coitado tinha de esconder sua homossexualidade, considerada como crime nas décadas de 40-60.

Benedict está excelente no papel e a história é muito bem conduzida, tratando tanto do jogo da guerra, de matemática, da questão da homossexualidade, tudo de forma competente, intrigante e muitas vezes divertida.

Um forte competidor pelo prêmio!

Boa surpresa no Netflix

Apesar de achar o Netflix uma ótima aquisição aqui em casa, acabo usando-o mais para assistir aos seriados que não consigo ver de forma regular. Para filmes, é um pouco mais complicado encontrar algo bom… Dessa vez dei sorte e vi um filme de espionagem que, se não é uma obra-prima, divertiu-me bastante.

paginaoito“Página oito” traz Bill Nighy como o espião inglês Johnny Worricker. O MI-5 está prestes a ser reformulado pelo governo e talvez Johnny e seu chefe (e amigo de longa data) Benedict não sobrevivam à reestruturação. Ainda mais depois de resolverem perseguir a veracidade de documentos bombásticos que incriminam o governo. Some-se a isso uma linda vizinha, Nancy Pierpan (Rachel Weisz), que pode ou não ser verdadeira quanto a suas intenções.

Nada de muito original ou mirabolante.

É uma bem-feita produção da BBC, que alivia eventuais chateações que se passam nas nossas cabeças e nos distrai naquelas dezenas de minutos.

Revista do Jamie Oliver

Quem me conhece sabe do desastre que eu era na cozinha. É piada recorrente o dia em que estávamos no churrasco, me ofereci para ajudar e quando me pediram para fazer o vinagrete, olho em desespero: “não sei picar uma cebola!”.

Fui empurrando minha inabilidade o quanto tempo me foi possível. Quando eu estava poucos meses de me casar, bateu um desespero! “como vou ter minha casa se não entendo nada de cozinha?”

Minha mãe até tentou, mas eu fugia das aulas domésticas. Até que me matriculou em um curso de comidas “básicas”, do dia-a-dia, e perdi o medo.

Se eu cozinho atualmente? Raramente. Mas pelo menos sei o que comprar no supermercado! Ha!

O que me falta é criatividade. Daí que os livros de culinária são extremamente necessários para que não tenhamos todo santo dia arroz, feijão, legume e carne/frango grelhado.

Foto por Júlia Antunes Oliveira

Quando fui visitar meu irmão em Londres, em 2010 e 2011, não somente eu fiquei alucinada com os restaurantes do Jamie Oliver (ingredientes mais frescos não há!), como tive a sorte de poder comprar várias revistas do chef. A “Jamie Oliver magazine” tem fotos e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r-e-s e receitas sempre saborosas do engajado, fofo e talentoso cozinheiro.

Para quem lê em inglês ama cozinhar e está bem das finanças, pode ser assinante da revista! Acabei de descobrir que entregam no Brasil:

https://jamie.subscriptions-mps.co.uk/Subscription/Personal

Ou você poder viajar várias vezes para Londres. 😉

Ou, mais barato, acessar o super completo e divertido site do Jamie Oliver:

http://www.jamieoliver.com

Fotos por Júlia Antunes Oliveira

Fotos por Júlia Antunes Oliveira

“O chamado do Cuco”

“O chamado do Cuco” (Ed. Rocco), de Robert Galbraith, é um livro que passaria desapercebido por mim não fosse a revelação bombástica (pelo menos no mercado editoral, certo?) de que fora escrito, na verdade, por J. K. Rowling. Usando um pseudônimo, ela queria liberdade para contar novas histórias e, imagino, não ter de fazer um alarde publicitário e promocional que seu nome requereria.

Até um advogado engraçadinho revelar a verdade, não posso afirmar com certeza, mas talvez não teria comprado o livro. A capa brasileira é muito brega, diga-se de passagem. E a sinopse revela um mistério não extraordinariamente original: a supermodelo Lula pula de seu apartamento, mas seu irmão não está convencido de que foi suicídio. Contrata, então, o detetive Cormoram Strike, veterano de guerra e à beira da falência.

O livro demora um pouco para engrenar. A investigação de Strike aparentava falta de rumo – ou pelo menos eu não compreendia onde ele queria chegar e o que ele conseguia descobrir de importante em cada entrevista. Mas para o final, a trama adquire um ritmo melhor e várias teorias começam a se formar na cabeça do leitor – para mim, essa é a graça dos livros policiais: te fazer duvidar de um suspeito, depois de outro, então você imagina um novo motivo para o homicídio…

A verdade é que é um livro policial muito bom, mas que, dado o tanto que amo Harry Potter, eu esperava um pouco mais do novo livro da J. K. Rowling. Se vou comprar o próxim livro do detetive Strike, “The silkworm”? Ah, sim! Mesmo não sendo um bruxo que amo de coração, Cormoran Strike tem sua graça.

chamadocuco

Não sei para quem torço!

Eu adoro torcer pelos meus preferidos no Oscar. Este ano, não sei quem é minha atriz principal preferida! Cate Blanchet está excelente em “Blue Jasmine” e Sandra Bullock segura um filme inteiro sozinha, em “Gravidade”. Então assisto a “Philomena” e acrescento Judi Dench às atuações soberbas.

Foto tirada do wikipedia

Foto tirada do wikipedia

Para uma mãe às vésperas de terminar a licença-maternidade, a escolha do filme não poderia ser pior: adolescente que, deserdada pelo pai, é recebida em convento, sob a condição de abrir mão de seu filho. Cinquenta anos depois, com a ajuda de um jornalista intelectual e metido, busca esse filho “roubado” e entregue à adoção. Acabei chorando, claro.

Um filme triste. E tocante. E bem-executado. E que te faz pensar em tantas questões envolvendo família, falta de apoio, se é certo querer ditar como os outros devem viver a vida, opção por ter raiva ou ser polyana, tempo pedido,…

Steve Coogan também está muito bem no papel do jornalista que tinha tudo e agora caiu do pedestal. Culto e acostumado com mordomias, sofre com a simplicidade da senhora que lê romances estilo Sabrina/Júlia/Bianca e que nunca esteve num hotel com chocolatinho no travesseiro. Esses contrastes causam risos no meio do tema sério.

A pequena “passarinha” de novo

Vamos começar a semana com música??

Birdy lançou seu segundo álbum. O primeiro continua meu queridinho, mas “Fire within” também achou um lugar no meu coração.

As músicas passam a ser de autoria da adolescente inglesa. O estilo é um pouco mais eclético que o álbum de estréia e a voz um tantinho mais adulta. Ainda assim, aquele “quê” de voz juvenil que tanto que agradou continua firme e forte. Piano lindamente tocado, voz deliciosa… não precisa de nada mais.