poesia

“Vinte poemas de amor e uma canção desesperada”

Último desafio literário do ano!

Consegui ler todos os desafios mensais sugeridos pelo “Desafio literário 2012“. Valeu a pena por me forçar a ler temas que normalmente não entrariam na minha lista. Alargar os horizontes foi uma ótima experiência!

Para dezembro, o tema era aparentemente tranquilo: poesia. Não tenho o costume de ler livros de poesia; eu me esqueço deles. Gosto mesmo é de encontrar poemas soltos por aí. Como não era possível que eu não tivesse algo na minha pilha de livros não lidos, dei uma fuçada e encontrei um livro lindo que minha mãe tinha me dado quando voltou de uma viagem.

Fonte 1

Fonte 1

O livro estava em espanhol, o que exigiu mais atenção de mim. Por outro lado, foi justamente esta dificuldade que fez eu me atentar a cada palavra, a cada sentimento derramado naquelas poucas linhas.

Pablo Neruda é um romântico e eu me embalei nessa onda.

Com um sorriso no final da leitura.

E o coração cheio de amor, saudade, ânsia e um tiquinho de melancolia…

 

 

que em noites como esta a apertei nos meus braços
minha alma se exaspera por havê-la perdido

(ps: tradução que encontrei na internet, já que li em espanhol)

desafiolit2012

 

Poema (em inglês) de Mary Oliver

Para quem lê em inglês, um lindo poema que encontrei na internet.

In Blackwater Woods (por Mary Oliver)

Look, the trees
are turning
their own bodies
into pillarsof light,
are giving off the rich
fragrance of cinnamon
and fulfillment,

the long tapers
of cattails
are bursting and floating away over
the blue shoulders

of the ponds,
and every pond,
no matter what its
name is, is

nameless now.
Every year
everything
I have ever learned

in my lifetime
leads back to this: the fires
and the black river of loss
whose other side

is salvation,
whose meaning
none of us will ever know.
To live in this world

you must be able
to do three things:
to love what is mortal;
to hold it

against your bones knowing
your own life depends on it;
and, when the time comes to let it go,
to let it go.

 
(fonte 1)

“O triste fim do pequeno menino ostra e outras histórias”

O que se pode esperar de um livro de desenhos e poemas do cineasta e artista Tim Burton?

Só maluquices, claro! Maluquices da espécie que não causam medo, nem repugnância.  Os personagens poderiam nos assustar, mas você só consegue sentir dó da pesada carga que a vida lhes impôs e que eles não compreendem.

Triste fim do pequeno menino ostra

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Suas esquisitices e total impossibilidade de se encaixar no mundo “normal” os tornam vítimas de desagregação e exposição ao ridículo. E ainda que você não os queira levar para casa – e dê risadas escondidas do infortúnio dos bizarros personagens – você torce por um final feliz.

Não importa o tamanho da doçura que o leitor sinta pelo menino ou menina de cada conto de Tim Burton em “O triste fim do pequeno menino ostra e outras histórias”. Não há espaço para um garoto com pregos nos olhos ou uma garota-lixo neste mundo cruel.

Tim Burton sabe dosar humor negro e inocência num pequeno grande livro.