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Visita ao Templo Zulai

O budismo exerce atração em mim pelos ensinamentos de simplicidade, equilíbrio, generosidade. Mas, já tendo minha religião, encaro-o mais como uma filosofia.

Além disso, visitar templos budistas tem sido uma nova e interessante descoberta. Já conheci alguns na China, Butão e Nepal. A maravilha da experiência não pôde ser recriada no Brasil, pois muitos outros aspectos a completam, como estar num país tão diferente do meu, a magia de se estar viajando, as pessoas ao redor, etc, etc.

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Ainda assim, foi bem bacana conhecer o templo budista Zulai, em Cotia. Demos a sorte de ver cerejeiras em flor (não tem árvore florida mais linda!), de respirar ar puro e de sair um pouco da rotina corrida da nossa amada São Paulo.

De carro não é difícil de chegar e há uma grande área para estacionamento. No site há explicação de como ir de ônibus.

Além do templo, há agradáveis áreas arborizadas e até um laguinho, com ponte e tartarugas!

Alguém também adorou as cerejeiras! Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Alguém também adorou as cerejeiras!
Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Vá lá: Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461 (Km 28,5 da Rodovia Raposo Tavares)

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“O Tao do Pooh”

É normal quando se está amadurecendo questionar a religião na qual você foi criada e querer conhecer outras formas de se expressar a fé e conduzir a vida espiritual. Durante alguns momentos da minha adolescência, senti curiosidade em relação ao budismo, taoísmo e outras religiões orientais. Então buscava livros que trouxessem princípios básicos, sem pregação.

Após essas leituras, compreendi que dificilmente mudaria a crença (ou descrença…) na parte histórica da religião na qual fui educada e seus ritos, o que não me impedia, por outro lado, de adotar conceitos que me pareciam corretos ou desejáveis do ponto de vista de filosofia de vida.

O Tao do Pooh

Foto por Júlia A. O.

Um desses livros foi o “Tao do Pooh”, de Benjamim Hoff, que funciona como uma introdução ao pensamento taoísta. A linguagem do livro me soou quase que irritantemente ingênua e simples. Só que foi justamente esta simplicidade e “descomplicação” no viver que me fez enxergar o tanto de energia que eu gastava preocupando-me em excesso.

Não que eu tenha perdido minha característica ansiedade (ai de mim!), mas permiti-me, por um tempo, praticar o princípio do deixar acontecer. E depois meu comportamento já enraizado de me “pré-ocupar” voltou…

Talvez todos nós, da turma dos ansiosos, devêssemos ler este livrinho a cada dois anos. Ou a cada seis meses. Ou toda semana.

Dica da amiga (Beatriz)

Livro: Introdução ao Budismo
Autor: Geshe Kelsang Gyatso
Estilo: Religião e Filosofia
Tema: Introdução ao Budismo da Nova Tradição Kadampa (uma vertente do Budismo no Tibete) adaptado aos interesses das pessoas que vivem no Ocidente nos dias atuais.
Por que vale a pena ler: Achei muito interessante ter contato com uma religião bem diferente da minha (sou católica), que me trouxe ensinamentos positivos – mais como filosofia de vida do que como religião.