seriado

Centavos de terror

Sempre antenada aos últimos lançamentos de seriados que recaiam dentro de seu leque de gosto pessoal, a Michele, do blog Resumo da Ópera, havia falado muito bem sobre “Penny dreadful”.

Lá fui em conferir.

E não me decepcionei!

 penny dreadful personagens

O seriado é de terror para os mais fracos (leia-se: eu, que fiquei com medo, confesso) ou de suspense, para aqueles de coração mais resistente. Na Londres dos 1.800s, o cidadão comum não imagina que um outro mundo esteja logo ali, nas sombras. Já alguns cidadãos não comuns conhecem esse lado negro e nele se embrenham por diferentes motivos (pessoal, financeiro, em busca de aventura).

Sir Malcolm é o senhor (ainda galã, as meus olhos) que procura a filha desaparecida, refém de uma dessas criaturas terríveis. Vanessa Ives é a sensual médium, que ajuda Sir Malcolm nessa empreitada e que o auxilia na formação de um grupo de pessoas corajosas, como o americano desgarrado Ethan Chandler, o mordomo misterioso, o médico Victor Frankeinstein, entre outros.

A produção é para lá de espetacular! O colorido macabro somado à riqueza de detalhes dos ambientes e roupas te transportam para a tela e te fazem sentir como parte da cena.

Só assisti três episódios e por enquanto a personagem de Eva Green – a sensitiva Miss Ives – é disparada minha favorita. A atriz é sexy por natureza, de um jeito felino, com um quê de perigoso. Sua atuação é de botar medo, o que no caso dessa série é um trunfo. É inegável que ela guarda segredos de carga explosiva, que talvez a tornem um pouco má – só que eu não os conheço e não pude deixar de torcer para que ela saia sã e salva dessas explorações pelo mundo sobrenatural.

PS: Por que a série se chama “Penny Dreadful”, se não há nenhuma personagem de nome Penny? Investigando, adorei a história do nome – publicações populares com histórias de terror eram chamadas de “penny dreadful”, o que se poderia traduzir por centavos de terror.

O que tenho assistido – seriados 2014

Vida de mãe é assim: aquela delícia de seguir os seriados fica impossível. Netflix salva. Amiga que empresta box de DVD salva. Pai e mãe que emprestam também salvam.

Já acabei a quarta temporada do amado-idolatrado-salve, salve Dowton Abbey e aguardo ansiosamente pelo próximo. Estou super atrasada em The Good wife, parei no meio da terceira temporada e estou maluca que não arrumei como correr atrás do prejuízo (alguém aí tem para emprestar, doar, presentear?). Quando consigo, vejo um episódio aqui e acolá de um dos seriados que mais me faz rir, The Big Bang Theory. E espero a Netflix brasileira disponibilizar todos os capítulos da nova temporada do suspense de roer as unhas The Killing.

E de novidades?

mr selfridge

Comecei a assistir a Mr. Selfridge acreditando ter encontrado uma pérola.

Que máximo, a história do visionário criador da loja de departamento inglesa Selfridges nos anos 1910!

Ainda que as tramas secundárias sejam interessantes, assim como a ambientação e as ideias do empresário, o ator principal (Jeremy Piven) é tão, tão chato, tão, tão forçado, que não passei do quarto capítulo.

midwifeEntão apostei em Call the midwife, dica da minha mãe. Foi justamente o contrário. Não estava muito empolgada e quase desmaiei com o parto natural no primeiro capítulo. Sou molenga mesmo. Comentei com minha mãe. Ela recomendou: “insista”. A gente obedece ao conselho de mãe e se dá bem: no segundo capítulo eu já estava adorando. Ainda quero fechar os olhos nas cenas de partos em casa em casas inglesas paupérrimas e imundas. Mas a parte da vida das parteiras, que se dividem em mocinhas solteiras e freiras, é singela, comovente e engraçadinha.

americansPor fim, no meio termo entre empolgação e relutância, assisti a The americans com meu marido (uau, evento único, toquem trombetas! Ele não tem muito tempo para televisão.).

Eu adoro a Keri Russell, então já é meio caminho andado. E a trama diferente do que se vê por aí nos seriados me fisgou. Dois espiões russos, que vivem há mais de uma década nos Estados Unidos dos anos 80, como se americanos fossem. Muito bom!

Personagens masculinos favoritos de seriados de TV

Já me diverti montando a lista das minhas personagens femininas de seriados de tevê preferidas. Agora é a vez de indicar os dez rapazes (às vezes nem tão rapazes assim…) que eu mais gosto/gostava de ver na telinha:

1 -Alan Shore, de “Boston Legal – Justiça sem limites”: na enxurrada de dramas de tribunal, não há advogado que mais tenha prendido minha atenção que o Alan. Brilhante, mulherengo, de métodos duvidoso para defender o que entende por justo, melancólico e brincalhão ao mesmo tempo, fazia uma dupla incrível com o conservador, mas também incontrolável Denny Crane.

2 – Baby, de “A família dinossauro”: um boneco medonho que gritava “não é a mamãe” e batia com a colher na cabeça do pai. Tem como não adorar?

3 – Bailey, de “Party of five”: eu chorava toda semana quando assistia a esse seriado. Meus pais nunca entenderam porque eu insistia em acompanhar a saga dos 5 irmãos que ficam órfãos e cuidam uns dos outros, enquanto enfrentam as dificuldades da juventude. Além de tudo, eu tinha uma paixonite pelo Bailey.

4 – Dr. House, de “House”: ele é insuportável de tão nascissista, desrespeitoso e egoísta! Sua genialidade e os momentos de fraqueza atenuam a antipatia e fazem com que você não desgrude os olhos enquanto o médico soluciona dificílimos diagnósticos.

5 – Gil Grissom, de “CSI”: a série perdeu muito da graça com a saída do chefe do departamento de perícia criminal. Sua quase patológica introspeção, sua inteligência, suas frases de efeito, seu andar torto… “CSI” era mil vezes mais legal com o Grissom!

6 – Jack Bauer, de “24 horas”: o cara salva os Estados Unidos a cada minuto, nas tramas mais mirabolantes. Ele é o cara!

7 – Kevin Arnold, de “Anos incríveis”: eu amava acompanhar a adolescência de Kevin passada os anos 60 e 70. Entre os dilemas juvenis e os eventos históricos da época, eu torcia para ele conseguir a garota no final, ainda que achasse aquela Winnie muito chata.

8 – MacGyver, do seriado de nome idem: quem foi criança nos anos 80 ficava vidrado em como um chiclete e um grampo virava uma bomba nas mãs do herói.

9 – Ross, Chandler e Joey, de “Friends”: não dá para separar o trio de um dos seriados mais queridos de todos os tempos.

10 – Sheldon Cooper, de “Big Bang Theory”: já gostei do ner de cara pois ele parece fisicamente com um dos meus melhores amigos (que também é um pouco gênio…). Sua completa falta da aptidão social é dos momentos mais engraçados da televisão.

Vergonha alheia em “Girls”

Os dez anos de diferença que me separam das personagens não serviu empecilho à curiosidade em conhecer de um dos seriados mais falados do momento – “Girls”.

Lena Dunham subverteu o modelito vigente ao escrever e interpretar uma garota de 24 anos, com um rosto simplório, roupas que não caem bem, um corpo fora dos padrões, auto-estima periclitante, mimada, sem rumo em uma Nova York desde que seus pais cortaram sua mesada, má escolhas no amor.

Neste cenário do que seria a vida real de uma parcela das jovens na Big Apple, fazem parte da turma de Hannah, Marnie, bonita e a mais séria de todas; Jessa, sensual, viajada e não tão segura quanto parece e Shoshanna, a prima mais nova de Jessa, bobinha e desesperada por arranjar amigos/namorado.

Lena não tem vergonha de mostrar na tela seu corpo nu imperfeito (e normal!) e situações para lá de embaraçosas. Você sente muita vergonha alheia… Ela não está nem aí, quer mostar na televisão o que seria a vida sem glamour e sem grana de moças reais.

girls vergonha

Nos primeiros capítulos eu não gostei da série. O acúmulo de más escolhas começou a me incomodar. Depois fui lembrando de mim e das minhas amiga no começo dos 20 anos e me surpreendi ao perceber que fizemos alguns erros bem parecidos… Então dei uma trégua às meninas, já que é fácil a gente julgar depois de já passado pela experiência e aprendido com ela.

No final da primeira temporada voltei a implicar com o quarteto e terminei sem ter decidido se vou assistir a mais uma. O que vocês acham?

Loira, alta, letrada… e presidiária

A Netflix lançou-se no mercado dos seriados com uma boa resposta do público. A mais recente empreitada é “Orange is the new black”, título espirituoso que faz graça com a conhecida frase e a cor dos uniformes das presas (laranja).

orange is the new blackPiper (Taylor Schilling) não é o que se espera de uma presidiária: loira e de bom nível sócio-econômico. Só que a moça aprontou quando era mais nova e agora deve pagar por um crime que cometeu há 10 anos, fase em que se envolveu com uma traficante (Laura Prepon).

O passado lésbico-aventureiro havia ficado para trás e Piper agora está noiva de um rapaz “comum” (Jason Biggs), que se compromete a esperá-la terminar sua pena de 15 meses. Só que a experiência na penitenciária não deixa ninguém intacto – ou será que só faz aflorar o que a pessoa realmente é?

A premissa é interessante e há personagens que prendem sua atenção. O complicado é que eu impliquei com a personagem principal logo de cara. Se eu não tivesse insistido alguns capítulos, acho que teria largado a série… mas como dei tempo de ficar curiosa sobre o futuro de outras presas, assisti até o final.

Fui nesse gostar-odiar por todos os capítulos. Ora me divertia com certas personagens pitorescas, ora não gostava das cenas beeeeem explícitas (de sexo, de pessoas sentadas na privada, etc). E Piper continuava com minha antipatia…

O final é deprimente e não deixa dúvidas quanto à existência de uma segunda temporada, já que quase todos os fios ficam soltos.

Se eu recomendo? A resposta é positiva só para quem tem tempo disponível, já assistiu a tudo de bom que tem por aí e quer um seriado de enfoque original.

Tem mais???

the killing seriado“Ufa, terminou, que final bom, agora posso retomar a vida normal” pensava uma exausta eu, depois de assistir a não sei quantas horas seguidas do seriado “The Killing”.

Ledo engano.

Não só o final não era o que eu pensava, como existe uma segunda temporada!
Sem descanso, já apertei play e fui para a nova temporada. “Só mais um capítulo, depois eu vou dormir…” Maldito Netflix!!

“The killing” tem a versão original produzida na Dinamarca e a que estou assistindo, norte-americana. São treze capítulos de uma única investigação: o homicídio da adolescente Rosie. Pistas que apontam para uma direção, só para explodir na cara dos investigadores como equivocadas. A família (da vítima) que sofre, cada qual a sua maneira. O candidato a Prefeito cuja campanha pode ou não estar envolvida no caso. E a excelente Mireille Enos, que dá vida a uma policial durona, obcecada, astuta, com problemas de confiança, um filho adolescente que ela mal dá conta.
Se você resolver experimentar, saiba que não conseguirá ver só um episodiozinho por vez. Melhor reservar horas na sua agenda. Claro, isso para quem não sem autocontrole. 😉

Seriados na GNT

Como eu me perdi na sequencia das séries que eu costumava assistir, fui procurar novidades pela tv. E tenho me divertido bastante com a programação da GNT, que é especialmente voltada ao público feminino.

“Vamos combinar seu estilo”: a modelo Mariana Weickert apresenta mulheres com algum “problema” de imagem para minha ídola Julia Petit e um stylist convidado ajudarem, em questão de maquilagem e combinação de roupas. É divertido porque são pessoas reais e é interessante porque elas usam roupas do próprio guarda-roupa da “ajudada”, o que torna as dicas passíveis de serem aproveitadas pela telespectadora.

“As canalhas”: seriado de 13 capítulos retrata mulheres que fazem alguma canalhice. É o tipo de personagem que você ama odiar. E ainda que não concorde com as atitudes, dá risada com a enfermeira aproveitadora, a mãe de recém-nascido que procurar escapar dos cuidados incessantes do bebê fingindo depressão pós-parto e outras figurinhas do gênero. (Se quiser saber mais, a Michelle também falou delas)

“Surtadas na Yoga”: nem sempre eu gosto das piadas, que algumas vezes tendem ao escatológico. Outras me fazem chorar de rir. Fernanda Young e duas amiguetas enlouquecem o professor de yoga já que não param de falar durante a aula,  acusam o novo colega de ter soltado um pum, arrumam briga com outra aluna…

“3 Teresas”: avó, mãe e filha – todas Teresas – forçadas a passar uma temporada sobre o mesmo teto, cada uma com seus problemas (dívida, divórcio, adolescência) e sua particular busca pela solução. Drama e comédia misturados, com a excelente Denise Fraga no papel da Teresa “intermediária”.